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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Descaso do governo provoca invasões e deixa clima tenso em MS

       Até quando o governo vai dar descaso,esperar que um mate os outros   

                              
O descaso do Governo Federal aliado a morosidade da Justiça em julgar processos e fazer valer as suas próprias decisões, voltou a provocar invasões de terras por parte de indígenas e deixar o clima tenso na região Cone Sul do Estado, em Mato Grosso do Sul.
Várias áreas de terras situadas na região sul do Estado são reivindicadas por etnias indígenas sob alegação de serem terras tradicionais de seus antepassados.
Há duas semanas, cansados de aguardar pela decisão final da Justiça Federal e pela promessa, até o momento não cumprida, do Governo Federal em buscar uma solução definitiva para a questão, indígenas guarani-ñhandeva começaram a invasão gradativa de quatorze propriedades rurais situadas na divisa de Japorã com Iguatemi, no município de Japorã.
A área ocupada é a mesma invadida em 2003, que resultou em confrontos, inclusive à bala, entre produtores rurais e indígenas, deixando pessoas feridas dos dois lados.
Os indígenas reivindicam as terras, entre elas fazendas hoje destinadas a agricultura e a pecuária e até mesmo pequenos sítios doados pelo próprio Governo Federal através do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), dentro de programas de reforma agrária, como sendo áreas pertencentes a seus antepassados. Eles denominam as áreas como sendo as aldeias, Campo Limpo e Yvy Katu.
Na época da primeira invasão, após provocarem um rastro de destruição, matando animais e danificando sedes e instalações das propriedades rurais, os indígenas deixaram as propriedades mediante a promessa da Justiça de apontar uma solução definitiva para a questão, feito que até hoje, dez anos mais tarde, não aconteceu.
A nova invasão em Japorã
De acordo com os produtores rurais que tem propriedades na área ocupada pelos indígenas, a nova invasão foi bem orquestrada, inclusive com boa estrutura logística, tendo em vista que todos os barracos foram construídos com lonas novas.
Sem enfrentarem reação por parte dos produtores, os indígenas avançaram rapidamente, tomando propriedades inteiras, expulsando funcionários e proibindo a entrada dos próprios donos nas suas terras.
Com acesso negado as suas próprias propriedades, vários produtores rurais estão sem noticias sobre como estão suas sedes e os animais.
Os proprietários da Fazenda Chaparral, uma das áreas invadidas, conseguiram liminar na Justiça para realizar o manejo do rebanho, já que os bebedouros da propriedade são mantidos abastecidos por meio de bomba d’água.
Eles, com a equipe de funcionários, que tiveram que deixar suas casas às pressas no ato da invasão, só conseguem entrar na sede da fazenda sob escolta da Polícia Federal.
Segundo um dos proprietários da fazenda, Pedro Paulo Tormena, ao entrar na propriedade pela primeira vez nesse final de semana, após a invasão, foi constatado diversos atos de vandalismo, entre eles, a invasão da sede da propriedade e a destruição do sistema de cercas elétricas que mantinha o gado em piquetes.
De acordo com relatos repassados por outros produtores rurais que tem propriedades na área invadida, ao Sindicato Rural de Iguatemi, que tem acompanhando de perto a invasão no município vizinho, que não dispõe de um sindicato da categoria, atos de vandalismo praticado pelos invasores foram registrados em todas as propriedades invadidas.
Notícias veiculadas na imprensa do Estado no decorrer do final de semana apontavam que os invasores também teriam queimado a sede de uma das propriedades invadidas, mas informações levantadas pela reportagem do Grupo A Gazeta confirma que o que foi queimado na realidade não foi a casa, mas sim uma madeira que estava empilhada próxima a sede.
O sitiante José Joaquim Nascimento, de 91 anos, tem uma propriedade de 14,5 alqueires legalmente documentada na área invadida desde o ano de 1968.
Durante a invasão de 2003 ele foi expulso do sítio pelos indígenas e teve grandes prejuízos, com a casa danificada e vários animais abatidos.
Desgostoso com a situação, quando a ocupação terminou, ele vendeu todos os animais que sobraram, comprou uma casa humilde na cidade de Iguatemi e arrendou o sítio, de onde tirou o sustento durante grande parte da sua vida.
“O arrendatário já me contou que o sitio foi invadido novamente”, disse José Joaquim a reportagem do A Gazeta.
Produtor está Isolado
O produtor Pedro Fernandes Neto, proprietário da Fazenda São Jorge, a antiga Agrolak, uma das primeiras a serem invadidas em 2003, após a nova invasão, se recusou a deixar a propriedade rural e foi isolado na sede da fazenda pelos indígenas.
Na manhã dessa quinta-feira (28), a reportagem do Grupo A Gazeta, juntamente com uma equipe da TV Morena, tentou ter acesso ao produtor rural, mas foi barrada pelos indígenas, que montaram uma espécie de “guarita” no portão de acesso a sede da fazenda e impedem a passagem.

A equipe de TV informou que buscaria apoio da Polícia Federal para tentar chegar até o produtor isolado.
Governo do Estado “lavou as mãos”
Em reunião improvisada com representantes de sindicatos rurais da região, durante visita a cidade de Iguatemi na semana passada, o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, praticamente “lavou as mãos” em relação à questão.
O governador disse que, o Estado está de mãos atadas em relação a agir no sentido de desocupar áreas invadidas por indígenas por se tratar de jurisprudência federal.
Ele orientou aos produtores a pressionarem a Polícia Federal, com a elaboração de boletins de ocorrência e a Justiça Federal e o Governo Federal para fazerem cumprir a lei.
Produtores temem “banho de sangue”
A classe produtora da região teme que as invasões das propriedades rurais em Japorã sem que haja reação por parte das autoridades competentes, possa servir de precedente para novas invasões de propriedades em toda a região Cone Sul, o que poderá culminar em conflitos entre produtores e indígenas, provocando um “banho de sangue” no campo.
“O clima é tenso. Precisamos de um posicionamento imediato das autoridades competentes em relação à questão”, disse o presidente do Sindicato Rural de Iguatemi, Hilário Parise.
As ameaças de invasões de propriedades e da demarcação de terras produtivas para transformação em aldeias indígenas vêm afetando o desenvolvimento e a economia de toda a região Cone Sul do Estado de Mato Grosso do Sul.

Aldeias indígenas do interior do estado podem ganhar para-raios

     Indígenas Guarani e Kaiowá podem ganha a proteção contra os raios

                                      
Os três casos de indígenas que morreram eletrocutados por raios em aldeias de Dourados e Caarapó, preocupam as autoridades locais. Em entrevista ao Dourados Agora nesta quinta-feira, o vereador douradense Aguilera de Souza, presidente da Associação dos Vereadores Indígenas de Mato Grosso do Sul, afirmou que o grupo estuda a possibilidade da instalação de para-raios nas reservas da região.
O assunto será discutido durante uma reunião entre os parlamentares que deve ocorrer na próxima semana, com local ainda a ser definido. “Nós detectamos esses problemas e vamos tentar implantar os para-raios, já que indígenas, não sé de Dourados e Caarapó, mas também de outras cidades como Amambai, por exemplo, estão perdendo a vida assim. Por isso é preciso uma medida urgente”, disse.
Segundo ele, pelo menos dois devem ser instalados inicialmente. “Pretendemos realizar um estudo que vai apontar quais as áreas de maior risco. Vários dos nossos irmãos trafegam pelos campos abertos que hoje substituem as matas, o que aumenta ainda mais o perigo. Uma antena dessas já cobre boa extensão das aldeias. Vamos entrar em contato com outras autoridades, para discutirmos a possibilidade de instalação inicial de pelo menos dois para-raios”, comentou Aguilera.
Mortes
O mês de outubro registrou até agora três mortes de indígenas por raios na região sul de Mato Grosso do Sul. O primeiro caso ocorreu no dia 13, em Dourados. Na ocasião, o adolescente Alexandre Flores da Silva, de 16 anos, que vivia na aldeia Bororó, foi atingido por uma descarga elétrica enquanto transitava pelo anel viário, na carona de uma bicicleta conduzida por uma pessoa de 22 anos que não se feriu. Alexandre chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu no local.
Os outros dois acidentes foram em Caarapó, no último dia 21. Idalecio Roque, de 68 anos, estava em frente da casa onde morava com a esposa na aldeia Tey’Kuê, quando um raio o acertou; ele acabou morrendo, mas a mulher não se feriu. Em outro ponto da reserva, dois adolescentes que dormiam em uma casa de madeira também foram atingidos por um raio. Fabrício da Silva, de 16 anos, morreu na hora. O outro menor foi socorrido por uma equipe da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), sendo encaminhado a um hospital local.
Incidência de Raios
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Mato Grosso do Sul é o quarto Estado brasileiro que registra o maior número de mortes provocadas por raios, e o terceiro em incidência de descargas elétricas. A média aponta que há queda de 11,88 milhões de raio por ano. Nos últimos dez anos, foram contabilizadas 102 mortes do tipo.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Mariano, novo capitão da aldeia Pirajuí recebe prefeito Júlio e Vereadores

                       Prefeito ,vereadores e secretários visitam a comunidade

                               
Ainda comemorando a vitória, Mariano Oliveira que foi eleito Capitão na aldeia Pirajuí, no último dia 12, mobilizou grande parte da comunidade de sua aldeia para agradecer a confiança de todos na escolha do mesmo para liderar a aldeia.
                                   
 Para a reunião, Mariano convidou o Prefeito Júlio Cesar que esteve presente acompanhado pelos vereadores Fidencio Moraga, Professor Guto e Coruja e na ocasião falou aos presentes sobre os compromissos que sua administração tem com a comunidade, compromissos que agora em parceria com o Capitão Mariano serão colocado em prática naquela comunidade:
                                
 “Eu tenho compromissos com essa comunidade e vou cumprir cada um deles com a ajuda do Capitão Mariano que é meu amigo e que abre as portas da aldeia para nossa administração e nós vamos fazer a nossa parte atendendo as demandas daqui dentro das possibilidades, já determinei as secretarias de agricultura, obras, saúde, assistência social, esportes e educação, para que não meçam esforços para atendê-los com dignidade como merecem.” Comentou o prefeito Júlio em seu discurso à comunidade.
                                 
Já Mariano, acredita que a sua comunidade passará por uma grande transformação:
“Fui eleito líder de nossa gente e vou trabalhar para todos sem distinção, independente se votou em mim ou não, tenho um bom relacionamento com o prefeito Júlio e cada vez que precisarmos dele, tenho certeza que vai nos atender, vou me dedicar integralmente para que nossa aldeia receba investimentos e a nossa gente possa ter uma melhor qualidade de vida, para que todos possam ser respeitados e que tenham seus direitos assegurados, podem contar comigo.” Disse Mariano.
                               

 Estavam presentes também na reunião, o Secretário de Obras Levi Aparecido, representando a secretaria de assistência Social a Senhora Ana Lucia Schirmer, da Secretaria de educação as professoras Lucinda e Eliane, a coordenadora do departamento de Cultura Adriana Ribeiro e representando a secretaria de agricultura Paulo Cesar Miguel.

                        
Realmente o nosso povo agora são nais reconhecidas...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Vem aí a 14ª edição da Taça cidade de Paranhos MS.

                                                        Briga de campeões 
                             
 A Taça Cidade de Paranhos é um evento esportivo que já é tradicional e faz parte das comemorações alusivas ao aniversário de emancipação político-administrativo do município, comemorado oficialmente no dia 17 de novembro, nesta edição (14ª), segundo a SEJEL (Secretaria da Juventude, Esportes e Lazer) as competições deverão reunir pelo menos 1.200 atletas no período entre os dias 09 de Novembro a 15 de Dezembro em Paranhos.
 O Gestor da SEJEL, professor Aneil Marques, esteve na manhã desta quinta feira (17) no gabinete do prefeito Júlio Cesar acertando os detalhes para a realização da Taça Cidade.
 “É um evento bastante esperado pelos desportistas de nossa cidade e nós estamos nos dedicando com muita vontade para fazer desta uma das melhores edições, para isso contamos com o apoio do Prefeito Júlio Cesar que é essencial e também com a participação maciça dos atletas que serão os protagonistas deste tradicional evento desportivo do município.” Comentou Aneil que destacou ainda a parceria com a FUNDESPORTE.
  “O Maior objetivo da competição é sem dúvidas, oportunizar os atletas em todas faixa estarias e ao mesmo tempo interação e entretenimento envolvendo todos: atletas, famílias e a população em geral, nosso município possui toda infra-estrutura e recursos humanos qualificados e motivação para realizar esse evento, soma-se a isso o importante apoio da FUNDESPORTE do MS e com certeza os resultados serão de muitos sucessos.” Finalizou o Secretário.

Eventos de Cultura


O Departamento de Cultura convida o Grupo de jovens para apresentação cultural que se realizará em novembro.

Muitas apresentações,eventos culturais,exposição artesanais e muito mais está prestes a acontecer na cidade de Paranhos,é uma novidade para todos nós indígenas desta região,que há muito tempo vem sendo esquecidas,sendo deixados para o último e colocados em úlrimo plano,agora temos a chance de poder mostrar o nosso valor , a nossa cultura e a nossa riqueza.
   A prefeitura de Paranhos hoje vem reconhecendo uma cultura que há nuito era desprezados e simplesmente esquecidas,hoje o prefeito trabalha junto com os povos indígenas,tentando resgatar a cultura através de eventos especialmente para a cultura indígena,abrindo espaço que antes não tivemos.
 Hoje muitos dos que trabalham em culturas,buscam os artistas perdidas pelo centro das aldeias,que se escondem dentro dos jovens,crianças,adultos e anciões,que tempo atrás não era reconhecida,que o seu trabalho na época não tinha um valor.
Tentamos manter a nossa cultura dentro da aldeia,porém muitos desistem de si mesmo,porque não há quem o aprecie e que o admire,fizemos artes,esculturas e outros artesanatos,porém ninguém o quis,veêm como um pobjeto comum que para nós tem um valor inestimável.
Na fronteira ,os índios guarani e kaiowá sofrem de esquecimentos,nós jovens lutamos para reconquistar nossa honra e o espaço na sociedade.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Coordenadora da FCMS visita Paranhos.

    A visita da Representante da Cultura de Campo Grande

                                
                                Diretora do Departamento de Cultura Adriana Ribeiro e Arlene
Nesta quinta-feira (03) Paranhos recebeu a visita da Coordenadora da área de artesanatos da Fundação de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul, Senhora Arlene Barbosa.  A diretora do departamento de Cultura do município, Adriana dos Santos A. Ribeiro, que recepcionou Arlene, explica que o objetivo da visita faz parte de um projeto que vem sendo desenvolvido para resgatar, valorizar e incentivar os trabalhos artesanais da cultura indígena. “A visita da Senhora Arlene Barbosa, além de se inteirar sobre a realidade de nossa região serviu também para avaliar os trabalhos produzidos e escolher alguns artesões que ministrarão as Oficinas de Trabalhos Indígenas, utilizando a matéria prima local, como fibras, argilas e a madeira.” Destacou Adriana, que lembrou ainda que as oficinas terão início dia 04 de novembro e encerramento dia 14 de novembro, contando com o apoio irrestrito do prefeito Júlio Cesar (PDT).

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

PM de Paranhos apreende adolescente com maconha em ônibus escolar

 Um adolescente traficante de drogas se disfarça de aluno e é apreendido pela polícia

                             
A Polícia Militar de Paranhos realizou no fim da tarde dessa quinta-feira (26) a apreensão de um adolescente infrator por tráfico de drogas.

Como parte da parceria entre a Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Educação, policiais militares de Paranhos estão averiguando informações sobre adolescentes que comercializam drogas nas proximidades e interior de estabelecimentos de ensino, como também nos ônibus de transporte escolar.
No fim da tarde dessa quinta-feira, por volta das 17:30 h, os policiais militares abordaram um ônibus escolar que tinha como destino uma das aldeias indígenas do município de Paranhos e localizaram 124 gramas de maconha na mochila de um adolescente, que trajava uniforme escolar somente para se disfarçar em meio aos alunos, pois não é aluno de nenhum estabelecimento de ensino, e relatou que adquiriu a droga por R$ 5 (cinco reais) e iria vender a maconha em sua aldeia.          O adolescente infrator foi apreendido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Paranhos, juntamente com a droga, e o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso.
No início deste mês de setembro a Polícia Militar de Paranhos já havia prendido um homem de 20 anos acusado de vender drogas nas proximidades de escolas.
Medidas para prevenção e combate ao comércio de drogas para as crianças e adolescentes de Paranhos continuarão sendo adotadas pela Polícia Militar, inclusive com a implantação na próxima semana do policiamento de ronda escolar com motocicleta.
A Polícia Militar ressalta que denúncias sobre a venda de drogas e outros crimes podem ser feitas através dos telefones 190 (emergência), 3480-1349 (GPM Paranhos) e 9654-4037 (viatura PM Paranhos).

Polícia Militar de Paranhos.