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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Descaso do governo provoca invasões e deixa clima tenso em MS

       Até quando o governo vai dar descaso,esperar que um mate os outros   

                              
O descaso do Governo Federal aliado a morosidade da Justiça em julgar processos e fazer valer as suas próprias decisões, voltou a provocar invasões de terras por parte de indígenas e deixar o clima tenso na região Cone Sul do Estado, em Mato Grosso do Sul.
Várias áreas de terras situadas na região sul do Estado são reivindicadas por etnias indígenas sob alegação de serem terras tradicionais de seus antepassados.
Há duas semanas, cansados de aguardar pela decisão final da Justiça Federal e pela promessa, até o momento não cumprida, do Governo Federal em buscar uma solução definitiva para a questão, indígenas guarani-ñhandeva começaram a invasão gradativa de quatorze propriedades rurais situadas na divisa de Japorã com Iguatemi, no município de Japorã.
A área ocupada é a mesma invadida em 2003, que resultou em confrontos, inclusive à bala, entre produtores rurais e indígenas, deixando pessoas feridas dos dois lados.
Os indígenas reivindicam as terras, entre elas fazendas hoje destinadas a agricultura e a pecuária e até mesmo pequenos sítios doados pelo próprio Governo Federal através do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), dentro de programas de reforma agrária, como sendo áreas pertencentes a seus antepassados. Eles denominam as áreas como sendo as aldeias, Campo Limpo e Yvy Katu.
Na época da primeira invasão, após provocarem um rastro de destruição, matando animais e danificando sedes e instalações das propriedades rurais, os indígenas deixaram as propriedades mediante a promessa da Justiça de apontar uma solução definitiva para a questão, feito que até hoje, dez anos mais tarde, não aconteceu.
A nova invasão em Japorã
De acordo com os produtores rurais que tem propriedades na área ocupada pelos indígenas, a nova invasão foi bem orquestrada, inclusive com boa estrutura logística, tendo em vista que todos os barracos foram construídos com lonas novas.
Sem enfrentarem reação por parte dos produtores, os indígenas avançaram rapidamente, tomando propriedades inteiras, expulsando funcionários e proibindo a entrada dos próprios donos nas suas terras.
Com acesso negado as suas próprias propriedades, vários produtores rurais estão sem noticias sobre como estão suas sedes e os animais.
Os proprietários da Fazenda Chaparral, uma das áreas invadidas, conseguiram liminar na Justiça para realizar o manejo do rebanho, já que os bebedouros da propriedade são mantidos abastecidos por meio de bomba d’água.
Eles, com a equipe de funcionários, que tiveram que deixar suas casas às pressas no ato da invasão, só conseguem entrar na sede da fazenda sob escolta da Polícia Federal.
Segundo um dos proprietários da fazenda, Pedro Paulo Tormena, ao entrar na propriedade pela primeira vez nesse final de semana, após a invasão, foi constatado diversos atos de vandalismo, entre eles, a invasão da sede da propriedade e a destruição do sistema de cercas elétricas que mantinha o gado em piquetes.
De acordo com relatos repassados por outros produtores rurais que tem propriedades na área invadida, ao Sindicato Rural de Iguatemi, que tem acompanhando de perto a invasão no município vizinho, que não dispõe de um sindicato da categoria, atos de vandalismo praticado pelos invasores foram registrados em todas as propriedades invadidas.
Notícias veiculadas na imprensa do Estado no decorrer do final de semana apontavam que os invasores também teriam queimado a sede de uma das propriedades invadidas, mas informações levantadas pela reportagem do Grupo A Gazeta confirma que o que foi queimado na realidade não foi a casa, mas sim uma madeira que estava empilhada próxima a sede.
O sitiante José Joaquim Nascimento, de 91 anos, tem uma propriedade de 14,5 alqueires legalmente documentada na área invadida desde o ano de 1968.
Durante a invasão de 2003 ele foi expulso do sítio pelos indígenas e teve grandes prejuízos, com a casa danificada e vários animais abatidos.
Desgostoso com a situação, quando a ocupação terminou, ele vendeu todos os animais que sobraram, comprou uma casa humilde na cidade de Iguatemi e arrendou o sítio, de onde tirou o sustento durante grande parte da sua vida.
“O arrendatário já me contou que o sitio foi invadido novamente”, disse José Joaquim a reportagem do A Gazeta.
Produtor está Isolado
O produtor Pedro Fernandes Neto, proprietário da Fazenda São Jorge, a antiga Agrolak, uma das primeiras a serem invadidas em 2003, após a nova invasão, se recusou a deixar a propriedade rural e foi isolado na sede da fazenda pelos indígenas.
Na manhã dessa quinta-feira (28), a reportagem do Grupo A Gazeta, juntamente com uma equipe da TV Morena, tentou ter acesso ao produtor rural, mas foi barrada pelos indígenas, que montaram uma espécie de “guarita” no portão de acesso a sede da fazenda e impedem a passagem.

A equipe de TV informou que buscaria apoio da Polícia Federal para tentar chegar até o produtor isolado.
Governo do Estado “lavou as mãos”
Em reunião improvisada com representantes de sindicatos rurais da região, durante visita a cidade de Iguatemi na semana passada, o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, praticamente “lavou as mãos” em relação à questão.
O governador disse que, o Estado está de mãos atadas em relação a agir no sentido de desocupar áreas invadidas por indígenas por se tratar de jurisprudência federal.
Ele orientou aos produtores a pressionarem a Polícia Federal, com a elaboração de boletins de ocorrência e a Justiça Federal e o Governo Federal para fazerem cumprir a lei.
Produtores temem “banho de sangue”
A classe produtora da região teme que as invasões das propriedades rurais em Japorã sem que haja reação por parte das autoridades competentes, possa servir de precedente para novas invasões de propriedades em toda a região Cone Sul, o que poderá culminar em conflitos entre produtores e indígenas, provocando um “banho de sangue” no campo.
“O clima é tenso. Precisamos de um posicionamento imediato das autoridades competentes em relação à questão”, disse o presidente do Sindicato Rural de Iguatemi, Hilário Parise.
As ameaças de invasões de propriedades e da demarcação de terras produtivas para transformação em aldeias indígenas vêm afetando o desenvolvimento e a economia de toda a região Cone Sul do Estado de Mato Grosso do Sul.

Aldeias indígenas do interior do estado podem ganhar para-raios

     Indígenas Guarani e Kaiowá podem ganha a proteção contra os raios

                                      
Os três casos de indígenas que morreram eletrocutados por raios em aldeias de Dourados e Caarapó, preocupam as autoridades locais. Em entrevista ao Dourados Agora nesta quinta-feira, o vereador douradense Aguilera de Souza, presidente da Associação dos Vereadores Indígenas de Mato Grosso do Sul, afirmou que o grupo estuda a possibilidade da instalação de para-raios nas reservas da região.
O assunto será discutido durante uma reunião entre os parlamentares que deve ocorrer na próxima semana, com local ainda a ser definido. “Nós detectamos esses problemas e vamos tentar implantar os para-raios, já que indígenas, não sé de Dourados e Caarapó, mas também de outras cidades como Amambai, por exemplo, estão perdendo a vida assim. Por isso é preciso uma medida urgente”, disse.
Segundo ele, pelo menos dois devem ser instalados inicialmente. “Pretendemos realizar um estudo que vai apontar quais as áreas de maior risco. Vários dos nossos irmãos trafegam pelos campos abertos que hoje substituem as matas, o que aumenta ainda mais o perigo. Uma antena dessas já cobre boa extensão das aldeias. Vamos entrar em contato com outras autoridades, para discutirmos a possibilidade de instalação inicial de pelo menos dois para-raios”, comentou Aguilera.
Mortes
O mês de outubro registrou até agora três mortes de indígenas por raios na região sul de Mato Grosso do Sul. O primeiro caso ocorreu no dia 13, em Dourados. Na ocasião, o adolescente Alexandre Flores da Silva, de 16 anos, que vivia na aldeia Bororó, foi atingido por uma descarga elétrica enquanto transitava pelo anel viário, na carona de uma bicicleta conduzida por uma pessoa de 22 anos que não se feriu. Alexandre chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu no local.
Os outros dois acidentes foram em Caarapó, no último dia 21. Idalecio Roque, de 68 anos, estava em frente da casa onde morava com a esposa na aldeia Tey’Kuê, quando um raio o acertou; ele acabou morrendo, mas a mulher não se feriu. Em outro ponto da reserva, dois adolescentes que dormiam em uma casa de madeira também foram atingidos por um raio. Fabrício da Silva, de 16 anos, morreu na hora. O outro menor foi socorrido por uma equipe da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), sendo encaminhado a um hospital local.
Incidência de Raios
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Mato Grosso do Sul é o quarto Estado brasileiro que registra o maior número de mortes provocadas por raios, e o terceiro em incidência de descargas elétricas. A média aponta que há queda de 11,88 milhões de raio por ano. Nos últimos dez anos, foram contabilizadas 102 mortes do tipo.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Mariano, novo capitão da aldeia Pirajuí recebe prefeito Júlio e Vereadores

                       Prefeito ,vereadores e secretários visitam a comunidade

                               
Ainda comemorando a vitória, Mariano Oliveira que foi eleito Capitão na aldeia Pirajuí, no último dia 12, mobilizou grande parte da comunidade de sua aldeia para agradecer a confiança de todos na escolha do mesmo para liderar a aldeia.
                                   
 Para a reunião, Mariano convidou o Prefeito Júlio Cesar que esteve presente acompanhado pelos vereadores Fidencio Moraga, Professor Guto e Coruja e na ocasião falou aos presentes sobre os compromissos que sua administração tem com a comunidade, compromissos que agora em parceria com o Capitão Mariano serão colocado em prática naquela comunidade:
                                
 “Eu tenho compromissos com essa comunidade e vou cumprir cada um deles com a ajuda do Capitão Mariano que é meu amigo e que abre as portas da aldeia para nossa administração e nós vamos fazer a nossa parte atendendo as demandas daqui dentro das possibilidades, já determinei as secretarias de agricultura, obras, saúde, assistência social, esportes e educação, para que não meçam esforços para atendê-los com dignidade como merecem.” Comentou o prefeito Júlio em seu discurso à comunidade.
                                 
Já Mariano, acredita que a sua comunidade passará por uma grande transformação:
“Fui eleito líder de nossa gente e vou trabalhar para todos sem distinção, independente se votou em mim ou não, tenho um bom relacionamento com o prefeito Júlio e cada vez que precisarmos dele, tenho certeza que vai nos atender, vou me dedicar integralmente para que nossa aldeia receba investimentos e a nossa gente possa ter uma melhor qualidade de vida, para que todos possam ser respeitados e que tenham seus direitos assegurados, podem contar comigo.” Disse Mariano.
                               

 Estavam presentes também na reunião, o Secretário de Obras Levi Aparecido, representando a secretaria de assistência Social a Senhora Ana Lucia Schirmer, da Secretaria de educação as professoras Lucinda e Eliane, a coordenadora do departamento de Cultura Adriana Ribeiro e representando a secretaria de agricultura Paulo Cesar Miguel.

                        
Realmente o nosso povo agora são nais reconhecidas...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Vem aí a 14ª edição da Taça cidade de Paranhos MS.

                                                        Briga de campeões 
                             
 A Taça Cidade de Paranhos é um evento esportivo que já é tradicional e faz parte das comemorações alusivas ao aniversário de emancipação político-administrativo do município, comemorado oficialmente no dia 17 de novembro, nesta edição (14ª), segundo a SEJEL (Secretaria da Juventude, Esportes e Lazer) as competições deverão reunir pelo menos 1.200 atletas no período entre os dias 09 de Novembro a 15 de Dezembro em Paranhos.
 O Gestor da SEJEL, professor Aneil Marques, esteve na manhã desta quinta feira (17) no gabinete do prefeito Júlio Cesar acertando os detalhes para a realização da Taça Cidade.
 “É um evento bastante esperado pelos desportistas de nossa cidade e nós estamos nos dedicando com muita vontade para fazer desta uma das melhores edições, para isso contamos com o apoio do Prefeito Júlio Cesar que é essencial e também com a participação maciça dos atletas que serão os protagonistas deste tradicional evento desportivo do município.” Comentou Aneil que destacou ainda a parceria com a FUNDESPORTE.
  “O Maior objetivo da competição é sem dúvidas, oportunizar os atletas em todas faixa estarias e ao mesmo tempo interação e entretenimento envolvendo todos: atletas, famílias e a população em geral, nosso município possui toda infra-estrutura e recursos humanos qualificados e motivação para realizar esse evento, soma-se a isso o importante apoio da FUNDESPORTE do MS e com certeza os resultados serão de muitos sucessos.” Finalizou o Secretário.

Eventos de Cultura


O Departamento de Cultura convida o Grupo de jovens para apresentação cultural que se realizará em novembro.

Muitas apresentações,eventos culturais,exposição artesanais e muito mais está prestes a acontecer na cidade de Paranhos,é uma novidade para todos nós indígenas desta região,que há muito tempo vem sendo esquecidas,sendo deixados para o último e colocados em úlrimo plano,agora temos a chance de poder mostrar o nosso valor , a nossa cultura e a nossa riqueza.
   A prefeitura de Paranhos hoje vem reconhecendo uma cultura que há nuito era desprezados e simplesmente esquecidas,hoje o prefeito trabalha junto com os povos indígenas,tentando resgatar a cultura através de eventos especialmente para a cultura indígena,abrindo espaço que antes não tivemos.
 Hoje muitos dos que trabalham em culturas,buscam os artistas perdidas pelo centro das aldeias,que se escondem dentro dos jovens,crianças,adultos e anciões,que tempo atrás não era reconhecida,que o seu trabalho na época não tinha um valor.
Tentamos manter a nossa cultura dentro da aldeia,porém muitos desistem de si mesmo,porque não há quem o aprecie e que o admire,fizemos artes,esculturas e outros artesanatos,porém ninguém o quis,veêm como um pobjeto comum que para nós tem um valor inestimável.
Na fronteira ,os índios guarani e kaiowá sofrem de esquecimentos,nós jovens lutamos para reconquistar nossa honra e o espaço na sociedade.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Coordenadora da FCMS visita Paranhos.

    A visita da Representante da Cultura de Campo Grande

                                
                                Diretora do Departamento de Cultura Adriana Ribeiro e Arlene
Nesta quinta-feira (03) Paranhos recebeu a visita da Coordenadora da área de artesanatos da Fundação de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul, Senhora Arlene Barbosa.  A diretora do departamento de Cultura do município, Adriana dos Santos A. Ribeiro, que recepcionou Arlene, explica que o objetivo da visita faz parte de um projeto que vem sendo desenvolvido para resgatar, valorizar e incentivar os trabalhos artesanais da cultura indígena. “A visita da Senhora Arlene Barbosa, além de se inteirar sobre a realidade de nossa região serviu também para avaliar os trabalhos produzidos e escolher alguns artesões que ministrarão as Oficinas de Trabalhos Indígenas, utilizando a matéria prima local, como fibras, argilas e a madeira.” Destacou Adriana, que lembrou ainda que as oficinas terão início dia 04 de novembro e encerramento dia 14 de novembro, contando com o apoio irrestrito do prefeito Júlio Cesar (PDT).

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

PM de Paranhos apreende adolescente com maconha em ônibus escolar

 Um adolescente traficante de drogas se disfarça de aluno e é apreendido pela polícia

                             
A Polícia Militar de Paranhos realizou no fim da tarde dessa quinta-feira (26) a apreensão de um adolescente infrator por tráfico de drogas.

Como parte da parceria entre a Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Educação, policiais militares de Paranhos estão averiguando informações sobre adolescentes que comercializam drogas nas proximidades e interior de estabelecimentos de ensino, como também nos ônibus de transporte escolar.
No fim da tarde dessa quinta-feira, por volta das 17:30 h, os policiais militares abordaram um ônibus escolar que tinha como destino uma das aldeias indígenas do município de Paranhos e localizaram 124 gramas de maconha na mochila de um adolescente, que trajava uniforme escolar somente para se disfarçar em meio aos alunos, pois não é aluno de nenhum estabelecimento de ensino, e relatou que adquiriu a droga por R$ 5 (cinco reais) e iria vender a maconha em sua aldeia.          O adolescente infrator foi apreendido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Paranhos, juntamente com a droga, e o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso.
No início deste mês de setembro a Polícia Militar de Paranhos já havia prendido um homem de 20 anos acusado de vender drogas nas proximidades de escolas.
Medidas para prevenção e combate ao comércio de drogas para as crianças e adolescentes de Paranhos continuarão sendo adotadas pela Polícia Militar, inclusive com a implantação na próxima semana do policiamento de ronda escolar com motocicleta.
A Polícia Militar ressalta que denúncias sobre a venda de drogas e outros crimes podem ser feitas através dos telefones 190 (emergência), 3480-1349 (GPM Paranhos) e 9654-4037 (viatura PM Paranhos).

Polícia Militar de Paranhos.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Os grandes projetos AJIPA

                               Grandes mulheres guerreiras e suas atitudes

Uma grande estrada a percorrer:Fonte do AJIPA

Neste sábado 14 de setembro de 2013,o grupo AJIIPA dará a honra de apresentar para a aldeia um grande projeto de superação, criando ALMO (Associação Liga das Mulheres Organizadas),nesta reunião as mulheres vão escolher um projeto para executar.
vamos criar um grupo mirín para dança ritual e apresentação de danças diversas.Ñandesy vai estar organizando seu grupo para fazer apresentação cultural nas aldeias.Junto com o Departamento de Cultura o Grupo AJIPA vai estar realizando um grandioso evento culturais e diversas danças tanto como rituais e dança adotadas pelos jovens.
Tanto o projeto dando certo vamos expandir para as outras aldeias,vamos estar incentivando o povo guarani e kaiowá, levando as idéias para os jovens...
 Temos uma grande estrada para percorrer até o destino alcançar.
 AJIPA e ALMO estarão juntos para executar os projetos.

Programas para apresentações

              Grupo AJIPA ensaia para a apresentação geral



Em mês de agosto o grupo AJIPA Tekove Ára Verá Pyahu,viveu uma grande repercussão.
O grupo ficou conhecido na cidade através do seu representante  e a Diretora do Departamento de Cultura Adriana Ribeiro convidou para apresentarem o grupo nas escolas.
Vivendo uma grande expectativas,o grupo AJIPA vem superando os desafios, desde então ensaiam para apresentarem pela primeira vez em grande público.
Os jovens estão cada vez mais empenhados e com um incentivo muito maior do que antes,estão cada vez mais convencidos de que algo se muda com atitude, e que para algo dar certo é necessário agir.
Neste sábado 14 de setembro vamos mais uma vez para o ensaio geral.O grupo AJIPA está revelando os jovens talentos.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Aldeia colhe um milhão de quilos de mandioca, cria porcos e tem frota própria, de caminhão e ônibus

Uma independência tão grande  e uma grande conquista, é uma única aldeia que não depende da FUNAI e muito menos da prefeitura.

                                    
Rebanho de 180 porcos é mantido pela comunidade e a carne é dividida entre as 120 famílias vividas na aldeia.
Em meio a violência, miséria e falta de terras, uma aldeia da etnia G/K surpreende ao se tornar auto sustentável e viver em boa qualidade de vida. Em Paranhos, a Aldeia Sete Cerros, com 556 habitantes, consegue garantir renda, alimentos e até comprar equipamentos sem depender do poder público.
A saga até parece inacreditável entre os 43 mil índios guaranis, de um população indígena total de 61.737 em Mato Grosso do Sul, segundo dados do IBGE de 2012. A etnia é marcada por sofrer com a falta de terra, a miséria, a violência, drogas, alcoolismo e suicídios.   Na reserva de 8,5 mil hectares, cada uma das 120 famílias obtém uma cesta básica por mês, contam com ônibus próprio de 46 lugares para ir à cidade, que fica a 48 quilômetros, três vezes por semana e dois tratores.
A renda mensal está garantida com o arrendamento de 3 mil hectares para pecuaristas da região, que deixam 1,6 mil bovinos nas pastagens da reserva. Os índios ganham em torno de R$ 11,2 mil por mês pelo arrendamento. A prática, que é condenada pelo Ministério Público Federal em outras regiões do Estado, garante a independência financeira aos moradores do local.
                       Índios no meio da plantação de mandioca, que deve dobrar área cultivada neste ano (Foto: João Garrigó)            

  Índios no meio da plantação de mandioca, que deve dobrar área cultivada neste ano.
Graças ao arrendamento, eles não precisam ficar dependendo do poder público para comprar óleo diesel para cultivar 40 alqueires de lavoura. Neste ano, segundo o capitão Pedro Valiente, 39 anos, foram colhidas aproximadamente um milhão de quilos de mandioca. O faturamento da produção chegou a R$ 170 mil.
Só um grupo de sete mulheres ganhou R$ 20 mil com o plantio da mandioca, já que a lavoura é cultivada por grupos. Todos trabalham na aldeia, que não registra suicídio, casos de desnutrição nem violência, um fato raro entre as comunidade da etnia G/K em Mato Grosso do Sul.
Com apenas a segunda série do ensino fundamental, o capitão comanda a revolução na aldeia. Ele faz planos ousados. A primeira meta é dobrar a área plantada, de 40 para 80 alqueire. Tudo preparado com recursos próprios. Os 20 mil litros de diesel enviados anualmente pela Funai não são suficientes para atender uma das cinco aldeias do município, reconhece o prefeito Júlio César de Souza .
O cultivo e o arrendamento permitem a Aldeia Sete Cerros investir em logística, digamos assim. Além do ônibus, os índios compraram um Ford 4000, ano 2004, e estão trocando uma caminhonete Ranger por uma Fiat Strada.                            
                             Ônibus adquirido com recursos próprios leva moradores até a cidade (Foto: João Garrigó)
Ônibus adquirido com recursos próprios leva moradores até a cidade.
                             Um dos dois tratores: índios não dependem da Funai para obter óleo diesel (Foto: João Garrigó)
Um dos tratores: índios não dependem da Funai para obter óleo diesel .
Eles não ficam dependendo de favores do poder público para iniciar o plantio. Compram a própria semente de milho e a rama da mandioca. E completam o óleo diesel dos dois tratores estacionados na “sede” da reserva.
A fartura é grande. Além de cada família criar galinhas, a comunidade tem um rebanho de carneiros, 96 vacas leiteiras e porcos. Geralmente, Valiente mata de cinco a seis leitões e divide a carne entre os índios.  Os 180 porcos ficam soltos durante o dia e são recolhidos à noite em um chiqueiro, que fica em um canto da reserva. Um dos dois cuidadores dos porcos é o aposentado Lucildo da Silva, 65 anos. Ele contou que dá ração aos animais dois vezes por dia. “A vida é boa”, conta ele, aos risos.
Não é o único que aparenta estar feliz. Juvenil Vera Martins, 36 anos – pai de quatro filhos de 1, 6, 10 e 13 anos – cultiva a mandioca e o milho. Ele vende a produção que garante o sustento da família. Todos os filhos estudam na escola da aldeia. Um já concluiu o 5º ano do ensino fundamental e vai utilizar o transporte escolar para chegar na escola urbana.
                                  Velasques criou oito filhos e vive bem na reserva indígena (Foto: João Garrigó)
Velasques criou oito filhos e vive bem na reserva indígena.
Alison Valiente, 19 anos, dá aula de educação física na escola indígena. Ele está cursando o último ano do ensino fundamental, mas já sonha com a faculdade de Educação Física. O jovem conta com uma motocicleta para participar dos campeonatos de futebol amador em Paranhos e na cidade paraguaia de Ype-Jhú.
Até quem não costuma sair da reserva reclama. O aposentado Francisco Velasques, 67 anos, tem oito filhos. Sete já estão casados. Ele diz que não tem do que reclamar. Enquanto outras aldeais se queixam da falta de médico, um profissional realiza atendimento duas vezes por semana no posto de saúde local. Também não falta remédios, garante o capitão.
Pedro Valiente tem sonhos ambiciosos para a família, formada por cinco filhos e a esposa, Elza, 32 anos. A maior aposta está no filho Cleber Valiente, 15 anos, que é o Vinícius da dupla sertaneja Pedro Paulo e Vinicius. Eles já gravaram o primeiro DVD e promovem shows pela região. A dupla será uma das atrações da Expobai, um dos principais eventos do agronegócio da região sul do Estado.
A boa convivência dos índios com os grandes produtores da região é outro destaque na Sete Cerros. Para o capitão, o conflito não é bom para ninguém.

                             Capitão dirige F-4000 que tem ar condicionado e até quente para proteger do frio (Foto: João Garrigó)

Capitão dirige F-4000 que tem ar condicionado e até quente para proteger do frio (Foto: João Garrigó)
E a aldeia Sete Cerros tem bons números para mostrar. O último suicídio ocorreu há mais de cinco anos, conforme as lembranças do capitão. Para o prefeito de Paranhos, a reserva é um exemplo para os índios da região e de todo o País.  “Eles têm qualidade de vida”, analisa o pedetista, que quer espalhar o exemplo para todo o município. Com esse objetivo, o prefeito articulou a retomada da farinheira, uma fábrica de farinha de mandioca que estava fechada há vários anos.
A proposta é reabrir a fecularia em 90 dias com capacidade para 110 mil toneladas de mandioca por ano. O faturamento pode chegar a R$ 18,7 milhões por ano.
Diante do sucesso, o plano é levar o exemplo da Sete Cerros para as outras quatro aldeias do município. Pela proposta, cada grupo de 7 a 8 famílias cultivariam de cinco a sete hectares de mandioca. “Se esperar pela Funai, não tem nada”, avisa Júlio César.

Capitão com a esposa e os filhos, a boa qualidade de vida na aldeia (Foto: João Garrigó)

Capitão com a esposa e os filhos, a boa qualidade de vida na aldeia.

   Realmente é um grande exemplo para nós indígenas, se conhecêssemos o verdadeiro valor da nosso tekoha,

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ministro promete nova regulamentação para demarcação de terras indígenas

                                         E a luta continua...

   E agora, o que mais essas autoridades há de inventar para atrasar mais e mais para validar os diretos
                              
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, manifestou intenção de apresentar em breve, uma portaria ministerial “disciplinando” os procedimentos demarcatórios de terras indígenas. O objetivo, segundo ele, é tentar minimizar os conflitos entre índios e ocupantes das áreas reivindicadas como territórios tradicionais indígenas.
 “Quero fazer uma portaria que discipline e melhore o processo de demarcação, que reduza os pretextos de [alegação de] vícios judiciários do processo. E que, ao mesmo tempo, me deixe uma margem para tentar reduzir antecipadamente os conflitos, sem ferir direitos constitucionais, que são intocáveis e inegociáveis. Se eu conseguir em uma questãozinha contornar a situação, eu resolvo a terra indígena com rapidez”, declarou o ministro durante reunião da Comissão Nacional de Política Indigenista, em Brasília. O cacique Valcélio Figueiredo, é um dos representantes dos terenos nesta reunião.
 A reunião do colegiado criado em 2007 para, entre outras coisas, propor diretrizes, normas e prioridades da política nacional indigenista, serviu para a criação da  a mesa de diálogos entre governo federal e povos indígenas proposta pela presidenta Dilma Rousseff.
 Além de Cardoso e dos 20 líderes indígenas que integram a comissão, participaram do encontro os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito, e a presidenta da Funai, Maria Augusta Assirati.
 Cardoso disse que ainda vai discutir a nova portaria com os vários segmentos da sociedade envolvidos com o tema, como os povos indígenas, o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça. “Temos que avançar, mas não quero avançar tendo ideias brilhantes que não sejam discutidas com todos. Vamos apresentá-las a vocês nessas mesas [de diálogo]. Esse foi um compromisso da presidenta: que todos os atos normativos seriam debatidos com vocês”, disse Cardoso.

Gilberto Carvalho também falou sobre mudanças nos procedimentos demarcatórios. “Estamos rediscutindo as portarias demarcatórias, mas não há nenhuma intenção deste governo de fazer portaria alguma que dificulte as demarcações”, disse o ministro. “Queremos é aprimorar [o processo demarcatório] para evitar a judicialização, que acarreta uma demora sem fim. Mesmo reconhecendo a urgência das causas, é muito melhor um processo negociado do que o processo ser judicializado”.
 Em julho deste ano, Cardoso havia falado sobre a publicação de uma portaria que, conforme adiantou, incluiria a participação de outros órgãos federais além da Fundação Nacional do Índio (Funai) no processo de demarcação de terras indígenas.
Na ocasião, o ministro explicou que a proposta em discussão previa que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário também fossem consultados sobre as demarcações, o que, segundo Cardoso, “tornaria o processo mais transparente e mais dotado de informações, sem que a Funai perca o seu protagonismo”. A iniciativa, contudo, dependia da aprovação do Projeto de Lei Complementar 227/2012, que visa a regulamentar o processo de demarcação de terras indígenas.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A manifestação pacífica de Indígena bloqueou a rodovia295 e pedem melhorias

A manifestação é pela falta de atendimento da SESAI e da FUNAI na Aldeia Arroyo Korá

                                 

Um grupo de aproximadamente 70 indígenas bloquearam a Rodovia MS-295 na manha desta terça-feira dia 27 que liga Paranhos ao resto do Estado, eles cobraram mais agilização no processo de demarcação das terras G/K, indenização dos produtores rurais que hoje ocupam as áreas e melhor atendimento por parte da SESAI do pólo de Paranhos e da FUNAI. Os manifestantes relatam que sofrem com a falta de remédio e veículos para dar assistência na aldeia.
                               

“Estamos abandonados pela FUNAI e SESAI, os órgãos que deveriam dar assistência para nós, não cumprem seu papel e isso é motivo de revolta da nossa gente, falta remédio, falta um atendimento digno e quando cobramos isso da SESAI “eles” alegam que falta combustível, que não tem veículo e enquanto isso sofremos, nosso povo tem que ser respeitado.” Desabafou o professor Sabino Ximenes, um dos lideres da manifestação. Estava presente na manifestação um agente da Polícia Federal que falou com os indígenas, orientando os mesmos para que continuem realizando a manifestação de maneira pacifica,



                               

Segundo o Secretário de Saúde Aldinar Ramos Dias, o Dinho, a manifestação é pacífica, mas os indígenas só irão deixar a rodovia estadual, que é a única via de acesso pavimentada que liga a cidade, mediante a presença de representantes da FUNAI e do Ministério Público Federal.

 Dinho conseguiu negociar com os manifestantes a liberação parcial da rodovia:
 “Falamos em nome da administração municipal e pedimos gentilmente aos indígenas que deixassem transitar os veículos da saúde e fomos prontamente atendidos, convém ressaltar que o protesto dessa gente é justo, torçamos para que tenham suas reivindicações atendidas pelos órgãos competentes.” Disse Dinho
                            
A falta de ações concretas do Governo em relação à questão, principalmente em relação aos povos G/K que habitam a região Cone Sul do Estado, tem deixado as lideranças indígenas apreensivas.
Conflitos entre indígenas e produtores pela terra já provocaram várias mortes e vem travando o desenvolvimento sócio-econômico de toda a região, no Cone Sul de Mato Grosso do Sul.
 Sendo que nenhum pedido foi atendido de modo em que chamar as autoridades,sentar e conversar e entregar no papel escrito o que falta,não faz a menor diferença, não é só na  Aldeia Arroyo que precisam de melhor atendimento, na Aldeia Paraguassú também sente essa falta, tanto que um tempo atrás  a escola teve que fechar duas semanas por falta de atendimento da SESAI, alunos não pudiam estudar com falta de água.


terça-feira, 27 de agosto de 2013

'Desaldeados’ sofrem com incêndio

 Uma das piores lutas, nos dão a forças para poder continuar intacto nas nossas luta pela conquista. 
                                          
Os indígenas que acampavam às margens das rodovias tiveram os barracos queimados durante o incêndio que aconteceu nessa quinta-feira. As famílias não tiveram tempo de retirar suas coisas, e por segundos o fogo vem consumindo por completo. Os acampados ficaram desabrigados, até então. A MPF visitou os desaldeados e as maiores queixas dos indígenas aos Agentes é a falta de atendimento dos agentes da FUNAI. Lá eles encontraram vários barracos completamente destruídas pelo fogo. Ao entrar em contato com o Sr. Marco Antônio Delfino,da MPF os agentes deram os detalhes da situação em que o acampamento se encontrava. Também tiveram a informação da falta do atendimento da FUNAI no local. Os agentes acreditavam que a FUNAI já estavam atendendo aos indígenas no local, mas ele ainda disse que vai entrar em contato com os órgãos para as devidas providências serem tomadas.
 
 Um indígena identificado como, Roberto Lopes foi uma das famílias que perdeu tudo, o barraco onde ele ficava com sua esposa foi completamente consumido. Ele contou que estava com sua esposa catando milho na roça no momento em que o incêndio aconteceu. “Não sobrou nada, somente a roupa do corpo. Cama, colchão, coberta um restinho de comida e algumas coisas que tínhamos em casa como panelas foi tudo queimado. Não sabemos o que vamos fazer por conta de não termos condições de comprar nada”, relatou Roberto.
A esposa do Roberto estava muito abalada, enquanto a equipe fazia reportagem no local, ela somente chorava muito. Teve uma outra família que se encontra na mesma situação em que Roberto se encontra é a de Roseana de Cáceres. No caso dela os barracos são duas que o fogo tinha consumido. Ela usava os dois barracos como, uma para dormir com seus sete filhos e outra servia de cozinha para a família.  Muito emocionada,  mãe dos sete filhos pede ajuda para arranjar roupas para os filhos que tem entre dois a doze anos.
 
Damiana Cavanha é uma outra senhora que também teve problemas com o barraco, ela falou que estas famílias que moram na  região sofrem muito com a falta de auxílio
 “Vivemos sem ajuda nenhuma. Nesse acampamento há muitas crianças passando fome, frio e outras necessidades. Se chover vai molhar muitos barracos, por conta das lonas que a Funai fornece ser muito ruim”, denunciou a senhora.

            Vamos ajudar a quem necessite, por favor não deixemos essas famílias desabrigados, com fome e passando frio, afinal eles são nossos irmãos. Mobilizem-se agora.
Para ajudar na doação à família de Roberto com roupas, cama, colchões, cobertores, lonas e comida, entre em contato pelo telefone 9848-5897. Essas são para o Sr. Roberto e família.
 
 E para essa família que precisa da roupa e ainda para crianças, sabemos que esses pequeninos não suportaria tantos esses frios que estamos tendo.
Quem tiver roupas de crianças para 12 e  dois anos, fazer doações ligando para o número 9918-4565. Com este último número as pessoas também podem ligar e oferecer cobertores, lonas e roupas para crianças
 
Nossos irmãos desaldeados que sofreram com o incêndio estão acampados na BR-463 entre a Embrapa e o trevo de acesso a Laguna Carapã.
Mandamos o nosso apoio neste momentos as famílias que se encontram nessa situação, e que Deus os abençoe para que logo logo se ajeitem novamente, creio que os nossos irmão são guerreiro que não desistem tão fácil por algo que possam abalar a nossa luta, sigamos em frente.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Uma visita inesperada

Sábado (24) de agosto a Aldeia Paraguassú recebeu uma visita inesperada. O gerente Claudio da Fazenda Califórnia, Juliano da Funasa, Julio Cesar, Catarino e Vereador Coruja chegaram na casa do Líder, em nome do fazendeiro Miguel diz o gerente. A visita era de paz até o gerente erguer a voz e humilhar o Cacique. O tema da conversa era sobre a morte do Celso Figueiredo, este foi a conversa entre gerente e o Cacique:
 Gerente: Eu não sabia de nada do fato acontecido, eu praticamente estive fora, então não fiquei por dentro dessa história, fui informado através da prisão do meu funcionário. Como isso pode ter sido, não teríamos a coragem de matar um... você sabe parentes de vocês.
 Cacique: Não se preocupe mais com isso, eu também não sei de mais nada, somente a polícia e a pericia sabem a verdade, além do mais ele foi morto dentro da área da fazenda, né? Agente não tá mais por dentro desse assunto, essa coisa é muito complicado, deixa a polícia resolver a questão, não é?
O gerente compara o  índio que matou o carneiro na fazenda com a morte do Celso.
 Gerente: Um exemplo, um de vocês mesmo acabou de matar um carneiro aí na fazenda vizinha, vocês sim matam em nossa fazenda, e quando acontece com vocês a culpa é nossa.
 Cacique:  O rapaz que matou ali na fazenda, não é um dos nossos moradores antigos, o nosso companheiro morto sim era um dos mais velho na aldeia. Nós índios moradores antigos tínhamos a paz com os fazendeiros, pois íamos caçar e a pescar, não tiramos nada do que não é nosso, a não ser os peixes e os bichos que caçamos e também não matamos os empregados que encontramos no campo pois eles nós conhecem, tínhamos a paz.
  O gerente engrossa com Cacique...e o humilha!
  Gerente: Eu...eu sei disso CARAIO!!!!Será que vocês não entendem que não queremos vocês perambulando por aí. Eu tenho fazenda que é vizinho das três aldeias em Iguatemi e são a mesma bagunça, o Capitão Pedro é o melhor capitão de Paranhos.
 Ao perceber a grosseria Coruja interrompe:
  Coruja: O capitão Nicolau é o melhor hoje, pois antes também era uma bagunça aqui. Mas hoje ele colocou essa aldeia em ordem.
  O gerente intimidando-se com  o vereador, queria corrigir os erros ofereceu ajuda ao Cacique, ajuda de trator, moto cerra e outras coisas.
   Esse dia foi o pior dos dias, o capitão tem suas testemunhas sobre todas as cenas desse caras visitantes, o fazendeiro foi na casa do líder ofendê-lo, humilhá-lo e grosseiro. Nós índios não teríamos a coragem de tudo isso, pois se fossemos nós, voltaríamos no caixão. Mas já que são os fazendeiros, os todos poderosos, voltaram limpos e por cima para sua casinha. 
                                               Protesto AJIPA
Já chegas dessas farras por cima de nós, não vamos deixar esse ''CARA'' sair pisando por cima do nosso representante, ele humilhou, ofendeu a todos nós...através dele. A escravidão acabou, tempos de discriminação também, ele foi racial e isso para nós é total desrespeito.Queremos a justiça JÁ!!!Que seja a ultima vez que nos imponha  desta maneira, pois não haverá o próximo para eles.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Jovem ataca e ameaça seu líder na Aldeia Parguassú

                                                       Ameaças
                                   
Na madrugada do dia 15 de agosto, um jovem de 22 anos entrou em uma fazenda vizinha e matou um carneiro. Logo pela manhã o administrador da Fazenda Paraguaçú ligou comunicando a seu líder e já chamando a Polícia Civil de paranhos para resolver a questão. Os policiais fizeram vistoria na aldeia e chegou a casa do jovem Silvio Vilhalba, onde estava a prova do crime, carne de carneiro, laço da fazenda reconhecido pelo dono e sangue na camisa do rapaz. Ele teria negado o crime e se revoltou contra o capitão, ao ver o nome na lista os policiais reabriram o inquérito, pois o jovem  estava no assassinato da senhora Francisca.
 Jovem teria combinado com um amigo o ataque a casa do capitão para matá-lo, um dos trabalhadores escutou a conversa e alertou a seu líder, ambos trabalham na colheita de mandioca na Fazenda Paraná. Os seguranças guardaram a entrada da casa do capitão, um rapaz chegou na casa, porém não se manifestou e correu ao ver os seguranças apostos. O capitão Nicolau Brites, se manifestou ao colocar o Polícia Federal e Força N acional no caso, que chegou a acompanhar o líder até a delegacia onde deu seu depoimento fazendo o boletim de ocorrência contra o rapaz, juntos estava sua filha e seu vice.
 Um problema surgiu no meio da investigação,o jovem não tem documentos, muito menos a história no Brasil, procurando no CTL de Amambai não tem vestígio,pois ele era da Aldeia Limão Verde, o delegado da Polícia civil constata que o rapaz tenha migrado do Paraguai para o MS.O delegado responsável pelo caso irá mandar um mandado de prisão para o Silvio.
Caso os policiais não resolva, o capitão irá pedir a transferência do rapaz para outro lugar, sendo que em 2008 12 das família deles migraram da Aldeia Limão Verde para Aldeia Paraguassú, não faz nem um mês de mudança e já causaram um grande problema para a comunidade local. A família invadiu a Fazenda Loma Porã e matou um boi, que a comunidade e o líder teve que transferí-los novamente, dois deles permaneceram na aldeia Silvio e seu irmão, que agora novamente se repete.
  A comunidade os teme pois o rapaz é usuário de drogas e é uma ameaça para a comunidade.

Concluído o estudo sobre a terra indígena de G/K em MS ( FUNAI )

                                                                Um passo a frente da conquista
                                                       
Um estudo antropológico contratado pela Funai reconheceu um território como a terra tradicional indígena uma área de 41,5 mil hectares na cidade de Iguatemi, na região sul de MS. Um hectare corresponde a dez mil metros quadrados, aproximadamente a área de um campo de futebol de medidas oficiais. Aprovado pela Funai, o resumo do relatório de identificação e delimitação da Terra Indígena Iguatemipegua I, de autoria da antropóloga Alexandra Barbosa da Silva, foi publicado na Seção 1 do Diário Oficial da União de terça (8).

Segundo o estudo, no local vivem 1.793 índios da etnia G/K provenientes de dois chamados tekohas (territórios sagrados): Pyelito e Mbarakay. Entre eles estão os 170 membros da comunidade que, no fim do ano passado, chamaram a atenção da opinião pública ao divulgarem uma carta equivocadamente interpretada como uma ameaça de suicídio coletivo.

“A Terra Indígena Iguatemipegua I é de ocupação tradicional das famílias kaiowá dos tekoha Pyelito e Mbarakay, apresentando as condições ambientais necessárias à realização das atividades dessas mesmas famílias e tendo importância crucial do ponto de vista de seu bem estar e de suas necessidades de reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições”, assinala o documento, que identifica, no interior da área, 46 fazendas pertencentes a não índios e aponta como uma “constatação evidente” a degradação ambiental. “A atividade agropecuária, com base na criação extensiva e na monocultura para comércio e exportação, provocou o quase total desmatamento do cone sul do estado”.

“A publicação do resumo é um passo inicial, mas muito importante para o processo de reconhecimento da terra indígena, já que, neste caso, o grupo de trabalho reconheceu a tradicionalidade do território indígena”, afirmou à Agência Brasil o secretário executivo do Cimi, Cleber Buzatto.

A aprovação e publicação do resumo é uma das etapas obrigatórias no processo de reconhecimento de terras indígenas. O Decreto 1775, de 1996, estabelece que, depois de a Funai aprovar o relatório, o resumo tem que ser publicado nos diários oficiais da União e da unidade da federação onde se localiza a área em estudo. Feito isso, abre-se um prazo de 90 dias para questionamentos, que podem ser feitos inclusive pelas próprias comunidades indígenas, que podem não concordar com a delimitação, como já aconteceu.

Durante esse período, os não índios que residam na área e futuramente tenham que deixá-la também devem apresentar toda a documentação necessária para comprovar a regularidade da posse de boa-fé, caso julguem ter direito a indenizações. Encerrada essa etapa, a Funai tem 60 dias para entregar o processo ao Ministério da Justiça, responsável por publicar a portaria declarando a área como terra indígena.
                                                              AJIPA
       É o vizinho do nosso Tekoha, damos os parabéns pelo caso concluído. Enfim agonia e o suspense acabou e o tão esperado aconteceu, reconhecendo os nossos direitos e o nosso valor que as autoridades fazem o devido. Agora mais do que nunca devemos cuidar e restaurar o que é nosso,tantas feridas foram deixadas para nós fazer a cura tradicional, a luta ainda não acabou, temos muitos dos nossos irmãos na espera da mesma notícia e com certeza vamos todos conquistar.