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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ministro promete nova regulamentação para demarcação de terras indígenas

                                         E a luta continua...

   E agora, o que mais essas autoridades há de inventar para atrasar mais e mais para validar os diretos
                              
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, manifestou intenção de apresentar em breve, uma portaria ministerial “disciplinando” os procedimentos demarcatórios de terras indígenas. O objetivo, segundo ele, é tentar minimizar os conflitos entre índios e ocupantes das áreas reivindicadas como territórios tradicionais indígenas.
 “Quero fazer uma portaria que discipline e melhore o processo de demarcação, que reduza os pretextos de [alegação de] vícios judiciários do processo. E que, ao mesmo tempo, me deixe uma margem para tentar reduzir antecipadamente os conflitos, sem ferir direitos constitucionais, que são intocáveis e inegociáveis. Se eu conseguir em uma questãozinha contornar a situação, eu resolvo a terra indígena com rapidez”, declarou o ministro durante reunião da Comissão Nacional de Política Indigenista, em Brasília. O cacique Valcélio Figueiredo, é um dos representantes dos terenos nesta reunião.
 A reunião do colegiado criado em 2007 para, entre outras coisas, propor diretrizes, normas e prioridades da política nacional indigenista, serviu para a criação da  a mesa de diálogos entre governo federal e povos indígenas proposta pela presidenta Dilma Rousseff.
 Além de Cardoso e dos 20 líderes indígenas que integram a comissão, participaram do encontro os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito, e a presidenta da Funai, Maria Augusta Assirati.
 Cardoso disse que ainda vai discutir a nova portaria com os vários segmentos da sociedade envolvidos com o tema, como os povos indígenas, o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça. “Temos que avançar, mas não quero avançar tendo ideias brilhantes que não sejam discutidas com todos. Vamos apresentá-las a vocês nessas mesas [de diálogo]. Esse foi um compromisso da presidenta: que todos os atos normativos seriam debatidos com vocês”, disse Cardoso.

Gilberto Carvalho também falou sobre mudanças nos procedimentos demarcatórios. “Estamos rediscutindo as portarias demarcatórias, mas não há nenhuma intenção deste governo de fazer portaria alguma que dificulte as demarcações”, disse o ministro. “Queremos é aprimorar [o processo demarcatório] para evitar a judicialização, que acarreta uma demora sem fim. Mesmo reconhecendo a urgência das causas, é muito melhor um processo negociado do que o processo ser judicializado”.
 Em julho deste ano, Cardoso havia falado sobre a publicação de uma portaria que, conforme adiantou, incluiria a participação de outros órgãos federais além da Fundação Nacional do Índio (Funai) no processo de demarcação de terras indígenas.
Na ocasião, o ministro explicou que a proposta em discussão previa que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário também fossem consultados sobre as demarcações, o que, segundo Cardoso, “tornaria o processo mais transparente e mais dotado de informações, sem que a Funai perca o seu protagonismo”. A iniciativa, contudo, dependia da aprovação do Projeto de Lei Complementar 227/2012, que visa a regulamentar o processo de demarcação de terras indígenas.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A manifestação pacífica de Indígena bloqueou a rodovia295 e pedem melhorias

A manifestação é pela falta de atendimento da SESAI e da FUNAI na Aldeia Arroyo Korá

                                 

Um grupo de aproximadamente 70 indígenas bloquearam a Rodovia MS-295 na manha desta terça-feira dia 27 que liga Paranhos ao resto do Estado, eles cobraram mais agilização no processo de demarcação das terras G/K, indenização dos produtores rurais que hoje ocupam as áreas e melhor atendimento por parte da SESAI do pólo de Paranhos e da FUNAI. Os manifestantes relatam que sofrem com a falta de remédio e veículos para dar assistência na aldeia.
                               

“Estamos abandonados pela FUNAI e SESAI, os órgãos que deveriam dar assistência para nós, não cumprem seu papel e isso é motivo de revolta da nossa gente, falta remédio, falta um atendimento digno e quando cobramos isso da SESAI “eles” alegam que falta combustível, que não tem veículo e enquanto isso sofremos, nosso povo tem que ser respeitado.” Desabafou o professor Sabino Ximenes, um dos lideres da manifestação. Estava presente na manifestação um agente da Polícia Federal que falou com os indígenas, orientando os mesmos para que continuem realizando a manifestação de maneira pacifica,



                               

Segundo o Secretário de Saúde Aldinar Ramos Dias, o Dinho, a manifestação é pacífica, mas os indígenas só irão deixar a rodovia estadual, que é a única via de acesso pavimentada que liga a cidade, mediante a presença de representantes da FUNAI e do Ministério Público Federal.

 Dinho conseguiu negociar com os manifestantes a liberação parcial da rodovia:
 “Falamos em nome da administração municipal e pedimos gentilmente aos indígenas que deixassem transitar os veículos da saúde e fomos prontamente atendidos, convém ressaltar que o protesto dessa gente é justo, torçamos para que tenham suas reivindicações atendidas pelos órgãos competentes.” Disse Dinho
                            
A falta de ações concretas do Governo em relação à questão, principalmente em relação aos povos G/K que habitam a região Cone Sul do Estado, tem deixado as lideranças indígenas apreensivas.
Conflitos entre indígenas e produtores pela terra já provocaram várias mortes e vem travando o desenvolvimento sócio-econômico de toda a região, no Cone Sul de Mato Grosso do Sul.
 Sendo que nenhum pedido foi atendido de modo em que chamar as autoridades,sentar e conversar e entregar no papel escrito o que falta,não faz a menor diferença, não é só na  Aldeia Arroyo que precisam de melhor atendimento, na Aldeia Paraguassú também sente essa falta, tanto que um tempo atrás  a escola teve que fechar duas semanas por falta de atendimento da SESAI, alunos não pudiam estudar com falta de água.


terça-feira, 27 de agosto de 2013

'Desaldeados’ sofrem com incêndio

 Uma das piores lutas, nos dão a forças para poder continuar intacto nas nossas luta pela conquista. 
                                          
Os indígenas que acampavam às margens das rodovias tiveram os barracos queimados durante o incêndio que aconteceu nessa quinta-feira. As famílias não tiveram tempo de retirar suas coisas, e por segundos o fogo vem consumindo por completo. Os acampados ficaram desabrigados, até então. A MPF visitou os desaldeados e as maiores queixas dos indígenas aos Agentes é a falta de atendimento dos agentes da FUNAI. Lá eles encontraram vários barracos completamente destruídas pelo fogo. Ao entrar em contato com o Sr. Marco Antônio Delfino,da MPF os agentes deram os detalhes da situação em que o acampamento se encontrava. Também tiveram a informação da falta do atendimento da FUNAI no local. Os agentes acreditavam que a FUNAI já estavam atendendo aos indígenas no local, mas ele ainda disse que vai entrar em contato com os órgãos para as devidas providências serem tomadas.
 
 Um indígena identificado como, Roberto Lopes foi uma das famílias que perdeu tudo, o barraco onde ele ficava com sua esposa foi completamente consumido. Ele contou que estava com sua esposa catando milho na roça no momento em que o incêndio aconteceu. “Não sobrou nada, somente a roupa do corpo. Cama, colchão, coberta um restinho de comida e algumas coisas que tínhamos em casa como panelas foi tudo queimado. Não sabemos o que vamos fazer por conta de não termos condições de comprar nada”, relatou Roberto.
A esposa do Roberto estava muito abalada, enquanto a equipe fazia reportagem no local, ela somente chorava muito. Teve uma outra família que se encontra na mesma situação em que Roberto se encontra é a de Roseana de Cáceres. No caso dela os barracos são duas que o fogo tinha consumido. Ela usava os dois barracos como, uma para dormir com seus sete filhos e outra servia de cozinha para a família.  Muito emocionada,  mãe dos sete filhos pede ajuda para arranjar roupas para os filhos que tem entre dois a doze anos.
 
Damiana Cavanha é uma outra senhora que também teve problemas com o barraco, ela falou que estas famílias que moram na  região sofrem muito com a falta de auxílio
 “Vivemos sem ajuda nenhuma. Nesse acampamento há muitas crianças passando fome, frio e outras necessidades. Se chover vai molhar muitos barracos, por conta das lonas que a Funai fornece ser muito ruim”, denunciou a senhora.

            Vamos ajudar a quem necessite, por favor não deixemos essas famílias desabrigados, com fome e passando frio, afinal eles são nossos irmãos. Mobilizem-se agora.
Para ajudar na doação à família de Roberto com roupas, cama, colchões, cobertores, lonas e comida, entre em contato pelo telefone 9848-5897. Essas são para o Sr. Roberto e família.
 
 E para essa família que precisa da roupa e ainda para crianças, sabemos que esses pequeninos não suportaria tantos esses frios que estamos tendo.
Quem tiver roupas de crianças para 12 e  dois anos, fazer doações ligando para o número 9918-4565. Com este último número as pessoas também podem ligar e oferecer cobertores, lonas e roupas para crianças
 
Nossos irmãos desaldeados que sofreram com o incêndio estão acampados na BR-463 entre a Embrapa e o trevo de acesso a Laguna Carapã.
Mandamos o nosso apoio neste momentos as famílias que se encontram nessa situação, e que Deus os abençoe para que logo logo se ajeitem novamente, creio que os nossos irmão são guerreiro que não desistem tão fácil por algo que possam abalar a nossa luta, sigamos em frente.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Uma visita inesperada

Sábado (24) de agosto a Aldeia Paraguassú recebeu uma visita inesperada. O gerente Claudio da Fazenda Califórnia, Juliano da Funasa, Julio Cesar, Catarino e Vereador Coruja chegaram na casa do Líder, em nome do fazendeiro Miguel diz o gerente. A visita era de paz até o gerente erguer a voz e humilhar o Cacique. O tema da conversa era sobre a morte do Celso Figueiredo, este foi a conversa entre gerente e o Cacique:
 Gerente: Eu não sabia de nada do fato acontecido, eu praticamente estive fora, então não fiquei por dentro dessa história, fui informado através da prisão do meu funcionário. Como isso pode ter sido, não teríamos a coragem de matar um... você sabe parentes de vocês.
 Cacique: Não se preocupe mais com isso, eu também não sei de mais nada, somente a polícia e a pericia sabem a verdade, além do mais ele foi morto dentro da área da fazenda, né? Agente não tá mais por dentro desse assunto, essa coisa é muito complicado, deixa a polícia resolver a questão, não é?
O gerente compara o  índio que matou o carneiro na fazenda com a morte do Celso.
 Gerente: Um exemplo, um de vocês mesmo acabou de matar um carneiro aí na fazenda vizinha, vocês sim matam em nossa fazenda, e quando acontece com vocês a culpa é nossa.
 Cacique:  O rapaz que matou ali na fazenda, não é um dos nossos moradores antigos, o nosso companheiro morto sim era um dos mais velho na aldeia. Nós índios moradores antigos tínhamos a paz com os fazendeiros, pois íamos caçar e a pescar, não tiramos nada do que não é nosso, a não ser os peixes e os bichos que caçamos e também não matamos os empregados que encontramos no campo pois eles nós conhecem, tínhamos a paz.
  O gerente engrossa com Cacique...e o humilha!
  Gerente: Eu...eu sei disso CARAIO!!!!Será que vocês não entendem que não queremos vocês perambulando por aí. Eu tenho fazenda que é vizinho das três aldeias em Iguatemi e são a mesma bagunça, o Capitão Pedro é o melhor capitão de Paranhos.
 Ao perceber a grosseria Coruja interrompe:
  Coruja: O capitão Nicolau é o melhor hoje, pois antes também era uma bagunça aqui. Mas hoje ele colocou essa aldeia em ordem.
  O gerente intimidando-se com  o vereador, queria corrigir os erros ofereceu ajuda ao Cacique, ajuda de trator, moto cerra e outras coisas.
   Esse dia foi o pior dos dias, o capitão tem suas testemunhas sobre todas as cenas desse caras visitantes, o fazendeiro foi na casa do líder ofendê-lo, humilhá-lo e grosseiro. Nós índios não teríamos a coragem de tudo isso, pois se fossemos nós, voltaríamos no caixão. Mas já que são os fazendeiros, os todos poderosos, voltaram limpos e por cima para sua casinha. 
                                               Protesto AJIPA
Já chegas dessas farras por cima de nós, não vamos deixar esse ''CARA'' sair pisando por cima do nosso representante, ele humilhou, ofendeu a todos nós...através dele. A escravidão acabou, tempos de discriminação também, ele foi racial e isso para nós é total desrespeito.Queremos a justiça JÁ!!!Que seja a ultima vez que nos imponha  desta maneira, pois não haverá o próximo para eles.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Jovem ataca e ameaça seu líder na Aldeia Parguassú

                                                       Ameaças
                                   
Na madrugada do dia 15 de agosto, um jovem de 22 anos entrou em uma fazenda vizinha e matou um carneiro. Logo pela manhã o administrador da Fazenda Paraguaçú ligou comunicando a seu líder e já chamando a Polícia Civil de paranhos para resolver a questão. Os policiais fizeram vistoria na aldeia e chegou a casa do jovem Silvio Vilhalba, onde estava a prova do crime, carne de carneiro, laço da fazenda reconhecido pelo dono e sangue na camisa do rapaz. Ele teria negado o crime e se revoltou contra o capitão, ao ver o nome na lista os policiais reabriram o inquérito, pois o jovem  estava no assassinato da senhora Francisca.
 Jovem teria combinado com um amigo o ataque a casa do capitão para matá-lo, um dos trabalhadores escutou a conversa e alertou a seu líder, ambos trabalham na colheita de mandioca na Fazenda Paraná. Os seguranças guardaram a entrada da casa do capitão, um rapaz chegou na casa, porém não se manifestou e correu ao ver os seguranças apostos. O capitão Nicolau Brites, se manifestou ao colocar o Polícia Federal e Força N acional no caso, que chegou a acompanhar o líder até a delegacia onde deu seu depoimento fazendo o boletim de ocorrência contra o rapaz, juntos estava sua filha e seu vice.
 Um problema surgiu no meio da investigação,o jovem não tem documentos, muito menos a história no Brasil, procurando no CTL de Amambai não tem vestígio,pois ele era da Aldeia Limão Verde, o delegado da Polícia civil constata que o rapaz tenha migrado do Paraguai para o MS.O delegado responsável pelo caso irá mandar um mandado de prisão para o Silvio.
Caso os policiais não resolva, o capitão irá pedir a transferência do rapaz para outro lugar, sendo que em 2008 12 das família deles migraram da Aldeia Limão Verde para Aldeia Paraguassú, não faz nem um mês de mudança e já causaram um grande problema para a comunidade local. A família invadiu a Fazenda Loma Porã e matou um boi, que a comunidade e o líder teve que transferí-los novamente, dois deles permaneceram na aldeia Silvio e seu irmão, que agora novamente se repete.
  A comunidade os teme pois o rapaz é usuário de drogas e é uma ameaça para a comunidade.

Concluído o estudo sobre a terra indígena de G/K em MS ( FUNAI )

                                                                Um passo a frente da conquista
                                                       
Um estudo antropológico contratado pela Funai reconheceu um território como a terra tradicional indígena uma área de 41,5 mil hectares na cidade de Iguatemi, na região sul de MS. Um hectare corresponde a dez mil metros quadrados, aproximadamente a área de um campo de futebol de medidas oficiais. Aprovado pela Funai, o resumo do relatório de identificação e delimitação da Terra Indígena Iguatemipegua I, de autoria da antropóloga Alexandra Barbosa da Silva, foi publicado na Seção 1 do Diário Oficial da União de terça (8).

Segundo o estudo, no local vivem 1.793 índios da etnia G/K provenientes de dois chamados tekohas (territórios sagrados): Pyelito e Mbarakay. Entre eles estão os 170 membros da comunidade que, no fim do ano passado, chamaram a atenção da opinião pública ao divulgarem uma carta equivocadamente interpretada como uma ameaça de suicídio coletivo.

“A Terra Indígena Iguatemipegua I é de ocupação tradicional das famílias kaiowá dos tekoha Pyelito e Mbarakay, apresentando as condições ambientais necessárias à realização das atividades dessas mesmas famílias e tendo importância crucial do ponto de vista de seu bem estar e de suas necessidades de reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições”, assinala o documento, que identifica, no interior da área, 46 fazendas pertencentes a não índios e aponta como uma “constatação evidente” a degradação ambiental. “A atividade agropecuária, com base na criação extensiva e na monocultura para comércio e exportação, provocou o quase total desmatamento do cone sul do estado”.

“A publicação do resumo é um passo inicial, mas muito importante para o processo de reconhecimento da terra indígena, já que, neste caso, o grupo de trabalho reconheceu a tradicionalidade do território indígena”, afirmou à Agência Brasil o secretário executivo do Cimi, Cleber Buzatto.

A aprovação e publicação do resumo é uma das etapas obrigatórias no processo de reconhecimento de terras indígenas. O Decreto 1775, de 1996, estabelece que, depois de a Funai aprovar o relatório, o resumo tem que ser publicado nos diários oficiais da União e da unidade da federação onde se localiza a área em estudo. Feito isso, abre-se um prazo de 90 dias para questionamentos, que podem ser feitos inclusive pelas próprias comunidades indígenas, que podem não concordar com a delimitação, como já aconteceu.

Durante esse período, os não índios que residam na área e futuramente tenham que deixá-la também devem apresentar toda a documentação necessária para comprovar a regularidade da posse de boa-fé, caso julguem ter direito a indenizações. Encerrada essa etapa, a Funai tem 60 dias para entregar o processo ao Ministério da Justiça, responsável por publicar a portaria declarando a área como terra indígena.
                                                              AJIPA
       É o vizinho do nosso Tekoha, damos os parabéns pelo caso concluído. Enfim agonia e o suspense acabou e o tão esperado aconteceu, reconhecendo os nossos direitos e o nosso valor que as autoridades fazem o devido. Agora mais do que nunca devemos cuidar e restaurar o que é nosso,tantas feridas foram deixadas para nós fazer a cura tradicional, a luta ainda não acabou, temos muitos dos nossos irmãos na espera da mesma notícia e com certeza vamos todos conquistar.
   

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A batalha pela vida

                                                   A saga AJIPA

No dia 10 de Agosto de 2013,o grupo de jovens se reuniu para discutir assuntos da Palestra que irão se destacar na quadra municipal da Escola Pancho Romero,o principal assunto escolhidos são:1° A droga na vida dos adolescentes,2° Álcool e criança,3°Arma zero nas mão dos jovens.
O futuro se coloca nas mão de quem realmente se preocupa com a vida das crianças,jovens e adolescentes que a cada dia está mais presente no dia-a-dia das aldeias,primeira palestra será realizada na Aldeia Paraguassú e depois caminharemos em direção as outras localidades das aldeias que necessitam de apoio e incentivo para os jovens.
Em nossa aldeia este problema entre 2000 e 2010 era de 50% de uso contantes,em 2012 caiu para 10% do uso de drogas entre adolescentes,o nosso trabalho e empenho vem mostrando resultados,tanto para os pais quanto para os adolescentes,os 10% que restaram do uso de drogas,são os jovens adultos de 21 à 28 anos de idade.A nossa preocupação maior é pelas crianças de 07 á 18 anos de idade,que anos atrás viviam em constantes uso de álcool e drogas que vinham causando suicídios de jovens entre 16 á 18 anos de idade, na época se tornou um grande desafio para a população que causou polêmica e revolta entre a comunidade,no ano de 2000 e 2012 as perdas de jovens por causa das bebidas e drogas eram constantes.
Em 2006,o jovem Genaldo Brites de 18 anos cometeu um suicídio ao se enforcar com o próprio cinto em frente a sua casa,na vistoria da polícia junto com ele foi encontrado 500 g de maconha e ainda o consumo exagerado de bebidas alcoólicas.No mesmo ano,um jovem adulto de 24 anos Reginaldo da Silva,desapareceu e foi encontrado três dias depois morto à 25 m de sua casa,suicidando-se também,enforcado com a própria camisa que usou durante uma festa dada pelos seus pais,no dia de sua morte Reginaldo bebeu e fumou maconha.Em 2010,o jovem Zaqueu Lopes de 17 anos,se suicidou usando uma corda para se enforcar,foi retirado a tempo,porém o adolescente não resistiu e morreu a caminho do hospital,o jovem teria  usado a droga e consumido bebidas no dia de sua morte.Três meses após a morte de Zaqueu, o adolescente Dorvalino Lopes de 16 anos, se suicidou usando a corda de seu tênis para se enforcar,o jovem também estava com alto consumo de bebidas alcoólicas e junto com ele foi encontrado 800 g de drogas,em 2011 o jovem Ígor de 18 anos se  suicidou usando uma piolinha para tirar  a própria vida,o jovem também estava bêbado e fumando droga.Esse foi a penúltima morte de adolescentes no ano de grandes batalhas contra o suicídio e contra a luta pelo verdadeiro motivo das mortes ocorridas.A paz se encontra finalmente em 2012,um ano sem suicídios.A última foi a de jovem Cleomar Oliveira de 18 anos que cometeu suicídio no dia 01 de julho de 2013,não residente da aldeia,porém sua família reside.Ele morava na aldeia Limão Verde,que também conhecemos a história de vários jovens que cometeram suicídio.
E finalmente para acabar de vez com esses hábitos que nos reunimos para dar a solução a quem o necessite delas.A luta de jovens que quer vencer essa batalha é grande e não é fácil,partes já vencemos,a começar pela nossa aldeia e o grande desafio agora é levar isso as outras aldeias locais.
Depois de tantas batalhas sem sucesso,nós da AJIPA mostramos aos jovens a importância da vida e que é possível viver e ser feliz sem a presença de álcool e drogas.A confiança da possibilidade de viver e ser feliz sem a tal presença na vida,os levaram a acreditar em uma vida melhor e saudável.Assim abandonam a vida triste e sem rumo a dedicar-se por amor à vida.ESSE É O NOSSO OBJETIVO!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cultura aproxima atrações do Festival de Inverno da comunidade

                                       Grupos da Orquestra na apresentação Cultural
                                        
A Prefeitura de Três Lagoas, por meio do Departamento de Cultura tem levado as atrações do 3º Festival de Inverno até população promovendo apresentações no comércio e instituições da cidade.
Nesta quarta-feira (17), a sede do Fórum de Três Lagoas foi palco das apresentações da Orquestra Sinfônica de Campo Grande e Orquestra Indígena Paraguaçu, da cidade de Paranhos.

Orquestra de Campo Grande

Iniciada em 2006, a OSCG desenvolve intensa atividade no Estado de Mato Grosso do Sul e já se apresentou com grandes solistas brasileiros e estrangeiros dos EUA, Itália, Coreia do Sul, Argentina, Suíça, Canadá, Paraguai, Bolívia e Uruguai, tendo executado várias primeiras audições.

Orquestra Indígena Paraguaçu

Com patrocínio do Fundo de Investimentos Culturais da Fundação de Cultura do Governo de Mato Grosso do Sul, a orquestra indígena começou a tomar forma no início de junho de 2012, na aldeia Paraguaçu, em Paranhos.
O projeto consiste em oficinas de flauta, viola, violino e violoncelo aos sábados pela manhã e nos feriados para os jovens da aldeia.

                                                 AJIPA

As apresentações mostradas foram de culturas,os jovens fizeram esforços para fazer bonito em uma festival grandioso e espetacular em Três Lagoa.Apesar dos preconceitos sofridos,eles superaram a expectativas no evento como estes.

Dia dos Pais

                                                                          AJIPA
                                               
 Os jovens do Grupo de Ação homenageou seus pais neste domingo com um belo jantar,na casa do líder,os filhos fazem poesias,entregam presentes,cantam,tudo para agradar o paisão uns posam pra foto para deixar  recordações,outros expressam seu sentimentos,contam ao se espelhar no pai guerreiro.
"Aos pais que nos carrega em seu colo quando pequenos somos,eis nos aqui para demonstrar nosso amor ,carinho e admiração pela luta que tens enfrentado para nos ver caminhando pela nossas pernas.A humildade de coração e força de vontade de vencer pelo seu filho,te torna um grande Herói Guerreiro vencedor,a tua simplicidade de mostrar honestidade e deixar de lado outro motivos pra nos ver na luta e oferecer suas mãos na hora do aperto,significam para nos O nosso Protetor.Feliz Dia dos Pais,para o meu amigo e Herói."


                               
Muitos filhos agradecem pelo apoio e conselhos dados pelos pais,outro se emocionam e homenageia seu pai que está no céu,e consideram outro como se fosse seu pai verdadeiro.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Demarcações: Terras invadidas vão para fim da fila, diz Famasu

        Matam nos e ainda nos deixa pela última,protesto e luto pelas mortes indígenas: Será que já não está na hora de por um fim de vez nesse conflito e apoiar-nos.                     


                               
As terras em áreas consideradas em estudos para fins de demarcação que forem invadidas, ou como colocam as lideranças indígenas “retomadas”, a partir de agora, mesmo que o processo de demarcação esteja em estágio avançado, terá o processo paralisado e serão encaminhadas para o final da fila ou até mesmo retiradas da pauta de demarcação.
Pelo menos esse foi o acordo firmado entre lideranças indígenas, a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), o Ministério da Justiça e outros órgão do Governo Federal com os segmentos da classe produtora durante reunião realizada nessa quarta-feira, de 7 de agosto, em Brasília.
Segundo o presidente da Comissão de Assuntos Fundiários (CAF) da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Christiano da Silva Bortolotto, o acordo, se cumprido por parte das lideranças indígenas, vai por fim a tensão gerada na região sul de Mato Grosso do Sul e em outras localidades do País que vive períodos de apreensão e de conflito agrário por conta das ameaças de invasões de terras por parte de indígenas, sem contar com o impacto sócio-econômico gerado.
Um grande passo para resolver a questão
No ponto de vista do líder ruralista, produtor rural e empresário em Amambai, Christiano Bortolotto, a reunião realizada nessa quarta-feira na capital federal, foi um marco importante para por fim de vez na tensão gerada pela “questão indígena” em Mato Grosso do Sul e em todas as regiões do País onde existem portarias da FUNAI objetivando a realização de estudos para identificação de supostas terras tradicionais indígenas.
“Sentaram-se à mesa de negociação representantes da comunidade indígena, a FUNAI, o alto escalão do Governo Federal, o Governo do Estado, no caso de Mato Grosso do Sul e segmentos da classe ruralista, entre eles a Famasul e a Aprosoja/MS e o dialogo avançou. O Governo Federal se mostrou disposto a buscar uma solução definitiva para a questão, as lideranças indígenas e a FUNAI também se mostram dispostas a buscar, pelo meio legal e sem conflitos, suas reivindicações e a classe produtora, que deste o início tem buscado o diálogo para resolver a questão, também está comprometida em solucionar de vez o problema”, disse Christiano Bortolotto ao relatar que a União se comprometeu a indenizar as terras que forem declaradas oficialmente indígenas em Mato Grosso do Sul.
De acordo com Christiano, pelo acordo firmado nessa quarta, o Governo Federal vai repassar o recurso ao Governo do Estado que, por sua vez, irá indenizar as terras destinadas as comunidades indígenas.
Nova reunião dia 13
Segundo o presidente da CAF, uma nova reunião será realizada nesta terça-feira, dia 13 de agosto, desta vez na capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, já para discutir ações concretas para solucionar a questão indígena no Estado.
De acordo com Christiano Bortolotto, durante a reunião, governo, FUNAI, lideranças indígenas, representante da classe produtora e demais órgãos envolvidos na questão, irão colocar na mesa propostas de ações imediatas.
Uma das ações será realizar o levantamento de todas as áreas reivindicadas pela população indígenas no Estado, segundo o representante da Famasul.
“Se toda essa negociação sair do papel e eu acredito que vai sair e as lideranças indígenas cumprirem o compromisso de não invasão que acordaram nessa quarta em Brasília, os problemas relacionados a questão indígena serão resolvidos, a tensão no campo vai diminuir e os investimentos no setor agropecuário, hoje praticamente parados por conta da insegurança agrária, vão voltar a acontecer em nosso Estado e toda a região sul e Cone Sul de Mato Grosso do Sul  voltará a ter grande perspectiva de crescimento econômico”, disse Christiano.
                                                             AJIPA
De caso bem pensado,ainda pensam em dinheiros enquanto a terra se afunda em destruição ambiental,usando venenos,agrotóxicos,queimadas e desmatamentos,será que já não está na hora de proteger a terra e parar de pensar em encher o bolso de dinheiro e vida boa,porque nem todo o dinheiro do mundo vai salvar o planeta e muito menos a quem o destrói,dizem que os índio não precisam de terra,por que não,onde nós indígenas vivemos a terra é saudável,águas são limpas,rios e córregos são cheios de vida e matas são verdes.Vivemos em paz com a natureza e onde há destruição há mortes pelo castigo,como enchentes,tornados,terremotos,ventania e chuva de pedra.
Nós índios temos o direito pela vida,pelas terras e pela natureza,a guerra nos opõe é exatamente a isso,nossos sementes estão morrendo por causa dos nossos rios poluídos, e o fim de nossas matas,e não há mais lugar para a nossa geração,necessitamos de espaço na sociedade já chega de nos tratarem como parasitas e sugadores,lixos e mal-fedores.Só queremos a paz e não a guerra somente nos dêm o que precisamos e não terão a guerra.

A história do tekoha Paraguassú

...Ja'a ha ñapuã katu ñande re'yi kuéra mba'erã rehe(...)



                                     Guerreiro2


Os índios guaranis kaiowás da aldeia Paraguassú Paranhos Mato grosso do Sul,lutaram para recuperar suas antigas terras sagradas (Tekoha),pois chegaram a 10 mil expulsos na época e reduziram esse número para cerca de 5 mil que viviam trabalhando semi escravos e escravos em fazendas, vivendo em beira de estradas, em comunidades, vivendo da venda de artesanato ou morando em favelas e vivendo de vendedores ambulantes..Hoje, com as áreas retomadas tem mais aldeias reocupadas do que reservas,o suicídio é um dos grandes problemas dos kaiowás na época, principalmente dos jovens. O suicídio ocorre principalmente nas reservas e entre os que estão sem aldeias,.mas, nas áreas retomadas, o suicídio caiu a praticamente zero...

   Aldeia Paraguaçu foi uma das áreas de conflito no Mato Grosso do Sul,entre índios e fazendeiros,a aldeia também se encontra em grande palco de guerrilhas entre Brasil e Paraguai,onde guardam segredos da guerra, os palcos da defesa que é a trincheira,onde os soldados se protegiam de seus inimigos.OS antigos guerreiros tem seu nome em comum que lembram a guerra.Na luta um sai vitorioso e outro derrotado.Na guerra do Paraguai se encontra o famoso guerreiro o Francisco Solano Lópes e seu soldados que lutou pela terra,porém se viu derrotado pelos brasileiros que na época se cruzavam constantemente com os índios,na desespera os soldados paraguaios se encontra sem mantimentos e pediam aos indígenas para se manterem,como os soldados só tinham sal grosso e carne seca,ambos faziam a troca por batata,mandioca e milho,para não descobriam quem os manteve,faziam a troca escondidas.Certo tempo os brancos descobriram a morada indesejada dos índios que também passaram a ser perseguidos,uns executados e outros era forçados a trabalhar ou serviram de mensageiros ou íscas.Outros viviam escondidos em plena mata e sobreviviam da caça e da pesca,quando acabou a guerra,os fazendeiros se disseram donos da terra e tomaram a posse destruindo toda a mata verde,tornaram assim um campo vazio,assim Solano se despede da luta por terra derrotado.Os brasileiros venceram a guerra e os índios foram expulsos de suas terras também,tempo depois o guerreiro da tribo resolveu retornar a sua terra natal e recuperar a posse de seus antepassados,cujo o nome de Pancho Romero,foram expulsos várias vezes na tentativa de recuperar a terra,porém ambos não desistiram e conquistaram a terra vencendo os fazendeiros na justiça.Depois de ficar cara a cara com exércitos de capanga,enfrentando fome e perseguição,Pancho e mais de mil indígenas obtiveram suas vitórias e reconquistaram a terra,a união jamais esteve tão fortes entre G/K.
   Hoje a família Paraguassú vive tranquilo,porém vem uma nova ameaça e uma nova luta a enfrentar,agora com os descendentes do Guerreiro Pancho,temos uma nova luta e um novo caminho.
Se for pra escrever toda a história não caberia neste Blog,agora já sabem um pouco do nosso passado e eu tenho a certeza que a cada Aldeia que nos ajudou a conquistar hoje se sente um guerreiro vencedor.

                                 Guerreiro2

                      Obrigado a todos os Guerreiro que caminharam juntos com a gente nessa batalha e tenho muito orgulho do meu Tekoha.Porém com cada aldeia conquistadas é somente uma batalha vencida,temos ainda uma grande guerra a ser enfrentadas e juntos podemos vencer,porque nós indígenas juntos somos mais fortes que caneta e papel,o que é nosso é nosso e não há o que chorem.Porque o sangue inocente dos nossos irmão derramados não terá sido em vão,vamos dar a paz aos seus espíritos quebrantados vencendo a luta.  - Yma guare rekoha'ae katu ñande mba'e,upevare ni ñamanota jaha ramo ndovalei ñame'e ichupe kuéra.Ja'a ha ñapuã katu ñade re'yi kuéra mba'erã rehe(...) Palavra do Guerreiro Pancho aos seus Irmãos indígenas, no leito de sua morte pela luta de outros tekoha que ainda estava em observação.

                    Guerreiros
                     Fotos tiradas durante a retomada da Aldeia Paraguassú.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Em clima de guerra, terena mantém vigília na Fazenda Buriti à espera de reunião em Brasília

Em uma ameça constante,a nossa raça indígena prevalece cada vez mais forte,e não há pistoleiro ou governo que vão tirar o direito de ter o que é nosso.

Os índios terena da Reserva Buriti vão permanecer em vigília até amanhã quando esperam uma resposta positiva do Governo Federal que garanta à etnia os 15 mil hectares localizados entre Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, reivindicados como terra indígena.
Um grupo de 300 índios se concentrou na tarde desta terça-feira na Fazenda Buriti, alguns caracterizados como guerreiros, sob o olhar vigilante de 15 homens da Força Nacional. Eles deixam clara a disposição de não aceitar passivamente novos adiamentos para solução do conflito. Cobram da União que cumpra o compromisso firmado no último dia 20 de junho de na primeira semana de agosto, definir a compra das 31 propriedades que serão transformadas em aldeia.
Cautelosos, não antecipam os próximos passos da mobilização, caso o desfecho da reunião desta quarta-feira em Brasília da força tarefa formada pelo Governo Federal para resolver o conflito, não traga o único desfecho que eles esperam: uma solução jurídica para eles tomarem posse de vez dos 15 mil hectares.
Está sendo cogitado o bloqueio da MS-162, rodovia que liga Sidrolândia a Quebra Coco e a retomada de quatro propriedades que ainda se mantém sob controle dos proprietários: as Fazendas São Sebastião, Fazenda Vassoura, Fazenda Furna da Estrela e Fazenda Água Clara.
 Os terenas não se intimidam com a presença da tropa da Força Nacional que veio para região evitar confrontos, como o que resultaram na morte de Oziel Gabriel (dia 30 de maio na Fazenda Buriti) e no boleamento de Josiel Gabriel, na Fazenda Sebastião dois dias depois.
Os índios não parecem convencidos de que a recente sentença proferida pelo Tribunal Regional Federal favorável aos fazendeiros seja motivo para o Governo Federal recuar da decisão de comprar as 31 propriedades e transformar em reserva indígena.

“Se não demarcarem, vamos marca a terra por nossas próprias mãos. Chega de sofrimento”, avalia disse o cacique Ageu Reginaldo Terena, exibindo foice ao avisar que a demarcação será feita pela própria tribo. Segundo o cacique, os indígenas não vão aceitar mais demora. “Não vamos aceitar que a União brinque com essa gente. Estamos sendo ameaçados e não vamos nos calar”, destacou.

“Perdemos a guerra, mas não perdemos a luta. Quem matou nosso irmão foi o Governo. Nós não vamos nos calar até conseguir”, afirmou o filho do cacique, Gênio Reginaldo Francisco Terena. Para o ancião da Aldeia Buriti, Basílio George Terena, a situação é mais grave. “Eles dizem que vão matar índio. Nós estamos lendo na internet, fazendeiro fazendo ameaça. Se vai matar índio, se está em época de exterminar, então vai acontecer porque nós não vamos sair daqui”.


                                              AJIPA
Enquanto os brancos matam um de nós,no outro lado nasce dez,os preconceituosos nos difamam,nos chamam de parasitas,falam que paga imposto para sustentar indígenas,eles que comem deitados e até dormindo,o governo então,cruzas os braços e esperam mais um índio ser assassinado para poder tentar fazer algo de sua cadeira.Cada letra escrita por leitores da internet,os comentários,as palavras que discriminam são uma flecha pontuda que atravessa o peito de um inocente.
Talvez esses já tenham esquecido que lutamos ,morremos e fomos escravizados pela nossas terras,que quando os guerreiro brancos chegaram e destruíram todo o nosso paraíso que agora eles chamam de nosso,não adianta dizer que o Brasil é dos brancos,esse brasil que era verde,agora em cinzas pertence a nós indígenas,se isso tivesse acontecido,não teria tanto aquecimento e destruição.
O Ñanderu Gassu(Grande Deus) já percebeu que os seus filhos herdeiros estão sob ameaças e mandam Marany(Destruição sobrenatural) para os Jurua(brancos),nós temos quem nos proteja,se nos clamarmos por um socorro Ele abrirá seus braços e sua íra derramará sobre a terra e o castigo serão para aqueles que derramou o sangue inocente de seu filho.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Aldeia indígena atacada três vezes por pistoleiros pode ser novamente despejada

                                 
 Uma porteira, uma cerca de arame farpado e um mar de soja. O caminho de terra atravessa a plantação até as primeiras casas (Oypysy). A casa grande reúne as lideranças, as crianças e as rezas. A vida na aldeia Laranjeira Nhanderu concentra um histórico de idas e vindas jurídicas e políticas dos guarani-kaiowá que, além de enfrentar o desafio de sobreviver com políticas assistenciais, sofrem com a violência do agronegócio do Mato Grosso do Sul.
Os indígenas não titubeiam em afirmar que aquela terra lhes pertence. O cacique Faride Lima, que vive no local, conta que o nome da aldeia tem origem nos seus antepassados e que para os guarani-kaiowá é fundamental viver sobre este mesmo solo. Mas, na justiça que os não-índios mandam – e criaram, segundo a perspectiva histórica dos indígenas – a disputa pela terra é muito desigual.
Na última vez que foram desalojados, a aldeia inteira ficou na beira da estrada que liga Dourados ao município de Rio Brilhante por um ano e sete meses. O saldo deste período, além das péssimas condições de vida, foi a morte de pessoas de 22, 19, 16, 15 e 8 anos por atropelamento e de um bebê de seis meses com água envenenada. Em maio de 2011, os guarani-kaiowá decidiram retornar à sua moradia e reocuparam uma parte do terreno. Desde então as liminares de despejo são utilizadas como forma de pressão. Na visão do próprio cacique Faride, “usam a justiça, que nós não temos domínio nem acesso, para que o nosso povo não se organize e não lute”.
A primeira vez que foram retirados de suas terras aconteceu em 1920, quando o então órgão do governo, Serviço de Proteção ao Índio (SPI), tinha como projeto a ?integração dos índios à civilização?. Para isso, colocaram o povo guarani-kaiowá em terras reservadas. Na avaliação das lideranças guarani-kaiowá, essa política acabou excluindo os índios. A idéia de retirá-los de sua terra de origem os fez sofrer situações semelhantes aos não-índios pobres e os distanciou de sua cultura. Quando voltaram às terras originais, em 2007, eles encontraram tudo completamente ocupado pelo agronegócio.
Desde então, a aldeia já foi atacada três vezes por pistoleiros. Nos despejos, suas casas forradas com sapê são queimadas. Para eles, isso não é apenas um ataque a seu patrimônio, mas uma forma de atingir a cultura que faz daquela uma terra indígena. Hoje, apesar da reivindicação de 11 mil hectares, a área está em litígio, aguardando julgamento.
O geógrafo Eduardo Carlini afirma que a situação da aldeia Laranjeira Nhanderú é muito preocupante. Em sua opinião, a discussão sobre as demarcações das terras indígenas são frequentemente distorcidas. “Não estamos falando de um modo de vida camponês tradicional, propriamente dito. A caça, o extrativismo e a relação com a vegetação desses povos exigem que a decisão sobre o tamanho necessário da terra para a sua
sobrevivência e manutenção cultural seja deles mesmos”, disse o membro da Associação dos Geógrafos Brasileiros. Ele faz parte da Expedição Marco Verón, que está visitando até o dia 25 diversas aldeias do Estado para registrar a situação de vida dos guarani-kaiowá e as ameaças de morte às suas lideranças.
Na quarta-feira (18), funcionários da FUNAI/MS fizeram ligações para lideranças da aldeia Laranjeira Nhanderu que se encontravam em reunião no território indígena Arroyo Corá (no município de Paranhos, a poucos quilômetros da fronteira com o Paraguai), para informar que a aldeia está com nova ordem judicial de despejo. Em outra ligação, a representante do órgão, Maria Aparecida (conhecida como Lia), manifestou seu desagrado com a matéria publicada pela Carta Maior no último dia 16. Na reportagem, ela afirmou que “o papel da Funai é mediar conflito entre os fazendeiros e os indígenas” e que em algumas áreas a Funai e a Polícia Federal não atuam devido ao poder e agressividade dos fazendeiros.
O advogado Pedro Peruzzo, que contribui com a expedição, não encontrou informações no site do Superior Tribunal Federal e dos órgãos de justiça estaduais sobre o litígio.

Final do I Torneio campeão dos campeões entre aldeias aconteceu no final de semana que passou.

                              
O final do primeiro Torneio Campeão dos Campeões, campeonato que mobilizou as cinco aldeias Indígenas de Paranhos, ocorreu neste ultimo sábado (25), na quadra do ginásio de esportes Flavio Derzi. O evento é uma complementação dos torneios internos realizados nas aldeias: Pirajui, Sete Cerros, Potrero Guassu, Arroio Cora e Paraguassú, sendo todos eles organizados pela Sejel.  Na primeira fase o torneio realizado nas aldeias classificou os campeões para disputa da fase final, definindo o grande campeão dos campeões.

No masculino, a equipe da aldeia Potrero Guassu foi a grande campeã, vencendo a aldeia Sete Cerros na grande final, pelo placar de 3 a 2. O atleta Dermir, da equipe vice-campeã foi o grande artilheiro da competição, com seis tentos. Na final da categoria feminina a equipe da Paraguassú, sagrou-se campeã, disputando a final com a aldeia Potrero Guassu. Célia da Paraguassú foi a goleadora com quatro gols convertidos.
                          
A cerimônia de premiação foi prestigiada pelo prefeitomunicipal Julio Cesar (PDT), o vice Donizete (PMDB), o vereador Fidêncio (PRB), o secretário Dinho (PMDB), e diretora de cultura Adriana Ribeiro. Na ocasião o prefeito Julio parabenizou os participantes, agradecendo o empenho de todas na organização da competição.
 “Valorizar culturas, entreter e levar esporte em todo o município, inclusive nas áreas rurais e aldeias é a meta da SEJEL, que não mede esforços para alcançar esses objetivos”, destacou o secretário de esportes, professor Aneil Marques.