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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Corpo de índio morto a tiros em Paranhos é enterrado em aldeia

Segundo representante de conselho indígena, enterro foi neste sábado (15).
Índios pedem para colocar cruz no local da morte e esperam resposta.


 corpo do índio de 34 anos, morto a tiros em Paranhos, a 477 km de Campo Grande, foi enterrado na manhã deste sábado (14) na aldeia Paraguassú, segundo o representante do Conselho Aty Guassu, Otoniel Guarani. Os indígenas pediram que uma cruz seja colocada no local onde ele foi morto.Segundo G/K, lideranças indígenas se reuniram com membros do Ministério Público Federal (MPF) para chegar a um acordo sobre o enterro do indígena. O corpo foi sepultado às 9h (horário de MS).
Os índios queriam que o corpo fosse enterrado no local onde ocorreu o crime, mas devido ao estado de decomposição e a demora no acordo, ficou decidido que ele seria enterrado na própria aldeia.Na reunião, segundo Guarani/K, os indígenas fizeram a proposta de que uma cruz seja colocada no local onde ele morreu e que o proprietário da fazenda deixe acesso livre para os indígenas nesse local.De acordo com Otoniel Guarani, a proposta ainda não foi aceita. Na proposta, os indígenas pedem que o local não seja vigiado por capatazes e nem seja colocada cerca, pois na tradição indígena, o local é sagrado. Os indígenas pedem ainda uma reunião com Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso para falar sobre desapropriação de terra.Os indígenas deram um prazo até a próxima quarta-feira (19) para o MPF levar uma resposta até a aldeia. De acordo com os G/K, não foi definida qual a ação deles caso não tenha uma resposta negativa, mas adianta que a fazenda não será ocupada.

Emboscada
O crime aconteceu na quarta-feira (12). O indígena estava a caminho da propriedade para receber pagamento por serviços prestados. Ele estava acompanhado pelo pai, que relatou à polícia que os dois foram abordados por um homem encapuzado que usou uma espingarda e uma pistola para atirar.Durante buscas na fazenda, foram apreendidos oito cartuchos de munição calibre 28, uma espingarda e um capacete. O dono dos objetos, funcionário do local, foi preso por porte ilegal de arma de fogo e foi apontado como suspeito para o homicídio.Não foi estipulada fiança, já que o caso ainda está em investigação. O homem será transferido para a delegacia de Sete Quedas. Segundo o delegado Rinaldo Mendonça, foi descartada a hipótese de que a morte tenha sido provocada por conflito agrário e a hipótese mais provável é crime de vingança.

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