A manifestação é pela falta de atendimento da SESAI e da FUNAI na Aldeia Arroyo Korá

“Estamos abandonados pela FUNAI e SESAI, os órgãos que deveriam dar assistência para nós, não cumprem seu papel e isso é motivo de revolta da nossa gente, falta remédio, falta um atendimento digno e quando cobramos isso da SESAI “eles” alegam que falta combustível, que não tem veículo e enquanto isso sofremos, nosso povo tem que ser respeitado.” Desabafou o professor Sabino Ximenes, um dos lideres da manifestação. Estava presente na manifestação um agente da Polícia Federal que falou com os indígenas, orientando os mesmos para que continuem realizando a manifestação de maneira pacifica,

Segundo o Secretário de Saúde Aldinar Ramos Dias, o Dinho, a manifestação é pacífica, mas os indígenas só irão deixar a rodovia estadual, que é a única via de acesso pavimentada que liga a cidade, mediante a presença de representantes da FUNAI e do Ministério Público Federal.
Dinho conseguiu negociar com os manifestantes a liberação parcial da rodovia:
“Falamos em nome da administração municipal e pedimos gentilmente aos indígenas que deixassem transitar os veículos da saúde e fomos prontamente atendidos, convém ressaltar que o protesto dessa gente é justo, torçamos para que tenham suas reivindicações atendidas pelos órgãos competentes.” Disse Dinho

A falta de ações concretas do Governo em relação à questão, principalmente em relação aos povos G/K que habitam a região Cone Sul do Estado, tem deixado as lideranças indígenas apreensivas.
Conflitos entre indígenas e produtores pela terra já provocaram várias mortes e vem travando o desenvolvimento sócio-econômico de toda a região, no Cone Sul de Mato Grosso do Sul.
Sendo que nenhum pedido foi atendido de modo em que chamar as autoridades,sentar e conversar e entregar no papel escrito o que falta,não faz a menor diferença, não é só na Aldeia Arroyo que precisam de melhor atendimento, na Aldeia Paraguassú também sente essa falta, tanto que um tempo atrás a escola teve que fechar duas semanas por falta de atendimento da SESAI, alunos não pudiam estudar com falta de água.

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