Matam nos e ainda nos deixa pela última,protesto e luto pelas mortes indígenas: Será que já não está na hora de por um fim de vez nesse conflito e apoiar-nos.

As terras em áreas consideradas em estudos para fins de demarcação que forem invadidas, ou como colocam as lideranças indígenas “retomadas”, a partir de agora, mesmo que o processo de demarcação esteja em estágio avançado, terá o processo paralisado e serão encaminhadas para o final da fila ou até mesmo retiradas da pauta de demarcação.
Pelo menos esse foi o acordo firmado entre lideranças indígenas, a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), o Ministério da Justiça e outros órgão do Governo Federal com os segmentos da classe produtora durante reunião realizada nessa quarta-feira, de 7 de agosto, em Brasília.
Segundo o presidente da Comissão de Assuntos Fundiários (CAF) da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Christiano da Silva Bortolotto, o acordo, se cumprido por parte das lideranças indígenas, vai por fim a tensão gerada na região sul de Mato Grosso do Sul e em outras localidades do País que vive períodos de apreensão e de conflito agrário por conta das ameaças de invasões de terras por parte de indígenas, sem contar com o impacto sócio-econômico gerado.
Um grande passo para resolver a questão
No ponto de vista do líder ruralista, produtor rural e empresário em Amambai, Christiano Bortolotto, a reunião realizada nessa quarta-feira na capital federal, foi um marco importante para por fim de vez na tensão gerada pela “questão indígena” em Mato Grosso do Sul e em todas as regiões do País onde existem portarias da FUNAI objetivando a realização de estudos para identificação de supostas terras tradicionais indígenas.
“Sentaram-se à mesa de negociação representantes da comunidade indígena, a FUNAI, o alto escalão do Governo Federal, o Governo do Estado, no caso de Mato Grosso do Sul e segmentos da classe ruralista, entre eles a Famasul e a Aprosoja/MS e o dialogo avançou. O Governo Federal se mostrou disposto a buscar uma solução definitiva para a questão, as lideranças indígenas e a FUNAI também se mostram dispostas a buscar, pelo meio legal e sem conflitos, suas reivindicações e a classe produtora, que deste o início tem buscado o diálogo para resolver a questão, também está comprometida em solucionar de vez o problema”, disse Christiano Bortolotto ao relatar que a União se comprometeu a indenizar as terras que forem declaradas oficialmente indígenas em Mato Grosso do Sul.
De acordo com Christiano, pelo acordo firmado nessa quarta, o Governo Federal vai repassar o recurso ao Governo do Estado que, por sua vez, irá indenizar as terras destinadas as comunidades indígenas.
Nova reunião dia 13
Segundo o presidente da CAF, uma nova reunião será realizada nesta terça-feira, dia 13 de agosto, desta vez na capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, já para discutir ações concretas para solucionar a questão indígena no Estado.
De acordo com Christiano Bortolotto, durante a reunião, governo, FUNAI, lideranças indígenas, representante da classe produtora e demais órgãos envolvidos na questão, irão colocar na mesa propostas de ações imediatas.
Uma das ações será realizar o levantamento de todas as áreas reivindicadas pela população indígenas no Estado, segundo o representante da Famasul.
“Se toda essa negociação sair do papel e eu acredito que vai sair e as lideranças indígenas cumprirem o compromisso de não invasão que acordaram nessa quarta em Brasília, os problemas relacionados a questão indígena serão resolvidos, a tensão no campo vai diminuir e os investimentos no setor agropecuário, hoje praticamente parados por conta da insegurança agrária, vão voltar a acontecer em nosso Estado e toda a região sul e Cone Sul de Mato Grosso do Sul voltará a ter grande perspectiva de crescimento econômico”, disse Christiano.
AJIPA
De caso bem pensado,ainda pensam em dinheiros enquanto a terra se afunda em destruição ambiental,usando venenos,agrotóxicos,queimadas e desmatamentos,será que já não está na hora de proteger a terra e parar de pensar em encher o bolso de dinheiro e vida boa,porque nem todo o dinheiro do mundo vai salvar o planeta e muito menos a quem o destrói,dizem que os índio não precisam de terra,por que não,onde nós indígenas vivemos a terra é saudável,águas são limpas,rios e córregos são cheios de vida e matas são verdes.Vivemos em paz com a natureza e onde há destruição há mortes pelo castigo,como enchentes,tornados,terremotos,ventania e chuva de pedra.
Nós índios temos o direito pela vida,pelas terras e pela natureza,a guerra nos opõe é exatamente a isso,nossos sementes estão morrendo por causa dos nossos rios poluídos, e o fim de nossas matas,e não há mais lugar para a nossa geração,necessitamos de espaço na sociedade já chega de nos tratarem como parasitas e sugadores,lixos e mal-fedores.Só queremos a paz e não a guerra somente nos dêm o que precisamos e não terão a guerra.
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