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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

PM de Paranhos apreende adolescente com maconha em ônibus escolar

 Um adolescente traficante de drogas se disfarça de aluno e é apreendido pela polícia

                             
A Polícia Militar de Paranhos realizou no fim da tarde dessa quinta-feira (26) a apreensão de um adolescente infrator por tráfico de drogas.

Como parte da parceria entre a Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Educação, policiais militares de Paranhos estão averiguando informações sobre adolescentes que comercializam drogas nas proximidades e interior de estabelecimentos de ensino, como também nos ônibus de transporte escolar.
No fim da tarde dessa quinta-feira, por volta das 17:30 h, os policiais militares abordaram um ônibus escolar que tinha como destino uma das aldeias indígenas do município de Paranhos e localizaram 124 gramas de maconha na mochila de um adolescente, que trajava uniforme escolar somente para se disfarçar em meio aos alunos, pois não é aluno de nenhum estabelecimento de ensino, e relatou que adquiriu a droga por R$ 5 (cinco reais) e iria vender a maconha em sua aldeia.          O adolescente infrator foi apreendido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Paranhos, juntamente com a droga, e o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso.
No início deste mês de setembro a Polícia Militar de Paranhos já havia prendido um homem de 20 anos acusado de vender drogas nas proximidades de escolas.
Medidas para prevenção e combate ao comércio de drogas para as crianças e adolescentes de Paranhos continuarão sendo adotadas pela Polícia Militar, inclusive com a implantação na próxima semana do policiamento de ronda escolar com motocicleta.
A Polícia Militar ressalta que denúncias sobre a venda de drogas e outros crimes podem ser feitas através dos telefones 190 (emergência), 3480-1349 (GPM Paranhos) e 9654-4037 (viatura PM Paranhos).

Polícia Militar de Paranhos.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Os grandes projetos AJIPA

                               Grandes mulheres guerreiras e suas atitudes

Uma grande estrada a percorrer:Fonte do AJIPA

Neste sábado 14 de setembro de 2013,o grupo AJIIPA dará a honra de apresentar para a aldeia um grande projeto de superação, criando ALMO (Associação Liga das Mulheres Organizadas),nesta reunião as mulheres vão escolher um projeto para executar.
vamos criar um grupo mirín para dança ritual e apresentação de danças diversas.Ñandesy vai estar organizando seu grupo para fazer apresentação cultural nas aldeias.Junto com o Departamento de Cultura o Grupo AJIPA vai estar realizando um grandioso evento culturais e diversas danças tanto como rituais e dança adotadas pelos jovens.
Tanto o projeto dando certo vamos expandir para as outras aldeias,vamos estar incentivando o povo guarani e kaiowá, levando as idéias para os jovens...
 Temos uma grande estrada para percorrer até o destino alcançar.
 AJIPA e ALMO estarão juntos para executar os projetos.

Programas para apresentações

              Grupo AJIPA ensaia para a apresentação geral



Em mês de agosto o grupo AJIPA Tekove Ára Verá Pyahu,viveu uma grande repercussão.
O grupo ficou conhecido na cidade através do seu representante  e a Diretora do Departamento de Cultura Adriana Ribeiro convidou para apresentarem o grupo nas escolas.
Vivendo uma grande expectativas,o grupo AJIPA vem superando os desafios, desde então ensaiam para apresentarem pela primeira vez em grande público.
Os jovens estão cada vez mais empenhados e com um incentivo muito maior do que antes,estão cada vez mais convencidos de que algo se muda com atitude, e que para algo dar certo é necessário agir.
Neste sábado 14 de setembro vamos mais uma vez para o ensaio geral.O grupo AJIPA está revelando os jovens talentos.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Aldeia colhe um milhão de quilos de mandioca, cria porcos e tem frota própria, de caminhão e ônibus

Uma independência tão grande  e uma grande conquista, é uma única aldeia que não depende da FUNAI e muito menos da prefeitura.

                                    
Rebanho de 180 porcos é mantido pela comunidade e a carne é dividida entre as 120 famílias vividas na aldeia.
Em meio a violência, miséria e falta de terras, uma aldeia da etnia G/K surpreende ao se tornar auto sustentável e viver em boa qualidade de vida. Em Paranhos, a Aldeia Sete Cerros, com 556 habitantes, consegue garantir renda, alimentos e até comprar equipamentos sem depender do poder público.
A saga até parece inacreditável entre os 43 mil índios guaranis, de um população indígena total de 61.737 em Mato Grosso do Sul, segundo dados do IBGE de 2012. A etnia é marcada por sofrer com a falta de terra, a miséria, a violência, drogas, alcoolismo e suicídios.   Na reserva de 8,5 mil hectares, cada uma das 120 famílias obtém uma cesta básica por mês, contam com ônibus próprio de 46 lugares para ir à cidade, que fica a 48 quilômetros, três vezes por semana e dois tratores.
A renda mensal está garantida com o arrendamento de 3 mil hectares para pecuaristas da região, que deixam 1,6 mil bovinos nas pastagens da reserva. Os índios ganham em torno de R$ 11,2 mil por mês pelo arrendamento. A prática, que é condenada pelo Ministério Público Federal em outras regiões do Estado, garante a independência financeira aos moradores do local.
                       Índios no meio da plantação de mandioca, que deve dobrar área cultivada neste ano (Foto: João Garrigó)            

  Índios no meio da plantação de mandioca, que deve dobrar área cultivada neste ano.
Graças ao arrendamento, eles não precisam ficar dependendo do poder público para comprar óleo diesel para cultivar 40 alqueires de lavoura. Neste ano, segundo o capitão Pedro Valiente, 39 anos, foram colhidas aproximadamente um milhão de quilos de mandioca. O faturamento da produção chegou a R$ 170 mil.
Só um grupo de sete mulheres ganhou R$ 20 mil com o plantio da mandioca, já que a lavoura é cultivada por grupos. Todos trabalham na aldeia, que não registra suicídio, casos de desnutrição nem violência, um fato raro entre as comunidade da etnia G/K em Mato Grosso do Sul.
Com apenas a segunda série do ensino fundamental, o capitão comanda a revolução na aldeia. Ele faz planos ousados. A primeira meta é dobrar a área plantada, de 40 para 80 alqueire. Tudo preparado com recursos próprios. Os 20 mil litros de diesel enviados anualmente pela Funai não são suficientes para atender uma das cinco aldeias do município, reconhece o prefeito Júlio César de Souza .
O cultivo e o arrendamento permitem a Aldeia Sete Cerros investir em logística, digamos assim. Além do ônibus, os índios compraram um Ford 4000, ano 2004, e estão trocando uma caminhonete Ranger por uma Fiat Strada.                            
                             Ônibus adquirido com recursos próprios leva moradores até a cidade (Foto: João Garrigó)
Ônibus adquirido com recursos próprios leva moradores até a cidade.
                             Um dos dois tratores: índios não dependem da Funai para obter óleo diesel (Foto: João Garrigó)
Um dos tratores: índios não dependem da Funai para obter óleo diesel .
Eles não ficam dependendo de favores do poder público para iniciar o plantio. Compram a própria semente de milho e a rama da mandioca. E completam o óleo diesel dos dois tratores estacionados na “sede” da reserva.
A fartura é grande. Além de cada família criar galinhas, a comunidade tem um rebanho de carneiros, 96 vacas leiteiras e porcos. Geralmente, Valiente mata de cinco a seis leitões e divide a carne entre os índios.  Os 180 porcos ficam soltos durante o dia e são recolhidos à noite em um chiqueiro, que fica em um canto da reserva. Um dos dois cuidadores dos porcos é o aposentado Lucildo da Silva, 65 anos. Ele contou que dá ração aos animais dois vezes por dia. “A vida é boa”, conta ele, aos risos.
Não é o único que aparenta estar feliz. Juvenil Vera Martins, 36 anos – pai de quatro filhos de 1, 6, 10 e 13 anos – cultiva a mandioca e o milho. Ele vende a produção que garante o sustento da família. Todos os filhos estudam na escola da aldeia. Um já concluiu o 5º ano do ensino fundamental e vai utilizar o transporte escolar para chegar na escola urbana.
                                  Velasques criou oito filhos e vive bem na reserva indígena (Foto: João Garrigó)
Velasques criou oito filhos e vive bem na reserva indígena.
Alison Valiente, 19 anos, dá aula de educação física na escola indígena. Ele está cursando o último ano do ensino fundamental, mas já sonha com a faculdade de Educação Física. O jovem conta com uma motocicleta para participar dos campeonatos de futebol amador em Paranhos e na cidade paraguaia de Ype-Jhú.
Até quem não costuma sair da reserva reclama. O aposentado Francisco Velasques, 67 anos, tem oito filhos. Sete já estão casados. Ele diz que não tem do que reclamar. Enquanto outras aldeais se queixam da falta de médico, um profissional realiza atendimento duas vezes por semana no posto de saúde local. Também não falta remédios, garante o capitão.
Pedro Valiente tem sonhos ambiciosos para a família, formada por cinco filhos e a esposa, Elza, 32 anos. A maior aposta está no filho Cleber Valiente, 15 anos, que é o Vinícius da dupla sertaneja Pedro Paulo e Vinicius. Eles já gravaram o primeiro DVD e promovem shows pela região. A dupla será uma das atrações da Expobai, um dos principais eventos do agronegócio da região sul do Estado.
A boa convivência dos índios com os grandes produtores da região é outro destaque na Sete Cerros. Para o capitão, o conflito não é bom para ninguém.

                             Capitão dirige F-4000 que tem ar condicionado e até quente para proteger do frio (Foto: João Garrigó)

Capitão dirige F-4000 que tem ar condicionado e até quente para proteger do frio (Foto: João Garrigó)
E a aldeia Sete Cerros tem bons números para mostrar. O último suicídio ocorreu há mais de cinco anos, conforme as lembranças do capitão. Para o prefeito de Paranhos, a reserva é um exemplo para os índios da região e de todo o País.  “Eles têm qualidade de vida”, analisa o pedetista, que quer espalhar o exemplo para todo o município. Com esse objetivo, o prefeito articulou a retomada da farinheira, uma fábrica de farinha de mandioca que estava fechada há vários anos.
A proposta é reabrir a fecularia em 90 dias com capacidade para 110 mil toneladas de mandioca por ano. O faturamento pode chegar a R$ 18,7 milhões por ano.
Diante do sucesso, o plano é levar o exemplo da Sete Cerros para as outras quatro aldeias do município. Pela proposta, cada grupo de 7 a 8 famílias cultivariam de cinco a sete hectares de mandioca. “Se esperar pela Funai, não tem nada”, avisa Júlio César.

Capitão com a esposa e os filhos, a boa qualidade de vida na aldeia (Foto: João Garrigó)

Capitão com a esposa e os filhos, a boa qualidade de vida na aldeia.

   Realmente é um grande exemplo para nós indígenas, se conhecêssemos o verdadeiro valor da nosso tekoha,